Fim de um ciclo!
6.10.2001 / 19 de Cheshvan de 5762
Morre Moisés
E morreu, ali, Moisés, servo do Eterno, na terra de Moab, conforme o dito do Eterno. Dt.34:5
Alguns rabinos opinam que Moisés escreveu toda a Torah até o versículo anterior a este, e daí em diante até o fim, escreveu Josué. O rabino Meir opina que foi Moisés quem escreveu tudo até o fim, mesmo as palavras; “e morreu ali Moisés”, tendo as lágrimas nos seus olhos. Da mesma maneira, alguns rabinos dizem que o Eterno sepultou Moisés (vers.6) e outros, que Moisés se sepultou a si mesmo.
O grande profeta quis que a sua sepultura fosse frete a Bet-Peor, para que a morte dele servisse de expiação ao pecado que os israelitas cometeram ali (Nm.25,3). Até na sua morte, o homem de D-us amou a Israel; até na sepultura, procurou a salvação de seu povo. Com esta doce esperança, recebeu o beijo de D-us, para cair no sono da paz eterna.
O fim deste incomparável homem, que era ao mesmo tempo cheio de bondade, modéstia, sacrifício e abnegação, foi tão dramático como o principio da sua vida. Após quarenta anos de tribulações, peripécias e privações, ele chegou a trazer o povo israelita são e salvo até a fronteira do país de seu sonho. Mas, que amarga decepção! A Divina Providencia sentenciou que ele não deveria entrar a Terra Santa! Em vez de lamentar-se, no seu amor para com o povo, ele se preocupou em pedir um guia ideal para Israel: “Que o Eterno ponha um homem sobre esta congregação, que saia adiante deles e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do Eterno não seja como as ovelhas que não tem pastor” Nm.27:16. O Midrash conta que os anjos choravam e diziam: “onde, a não ser nele, pousará a sabedoria?”; e os céus choravam e diziam: “o mais piedoso dos homens vai desaparecer da terra”; e a terra chorava e dizia: “não existirá homem mais reto que Moisés”; e D-us disse: “nunca se levantou profeta algum como Moisés”.
Moisés nasceu aos sete dias do mês de Adar, do ano 2368 e morreu no sete de Adar do ano 2488. Ninguém soube o lugar exato da sua sepultura, assim, não se tornou ele, motivo de culto; nem teve nenhum monumento, pois homem do seu valor, não precisava de monumento; a sua grandiosa e incomparável obra, constitui o seu imperecível monumento, em todas as gerações.
Shabat Shalom!

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