VAIAKEL
5.03.2005 / 24de Adar II de 5765
Parashah – VAYAKÉL – Ex.35:1 – 38:20
Haftarah – I Reis 7.13- 26
“E reuniu Moisés toda a congregação dos filhos de Israel e disse-lhes: Estas são as coisas que ordenou o Eterno que se fizessem. Seis dias fazer-se-á trabalho, e no SÉTINO DIA haverá para vós SANTIDADE, Sábado de repouso ao Eterno: Todo aquele que nele fizer trabalho, será morto (Ex.35.1,2)“.
Antes de fixarmos no texto inicial da parashah, iremos discorrer um pouco sobre história, a que mudou a guarda do Sábado para o Domingo, segundo busca em várias obras que tratam do assunto.
A mudança de Sábado para Domingo
Já no século segundo da era atual, o Domingo era guardado em lugar do Sábado pelos cristãos de Alexandria. Essa apostasia local fora evidentemente derivada do gnosticismo, um sistema teológico e filosófico que ali se estabelecera. Mas não tardou essa defecção em estender suas raízes a outras partes, de maneira que, no século terceiro já se guardavam, em diversos lugares, ambos os dias. O domingo, porém, ia tomando ascendência sobre o Sábado, até suplantá-lo por completo.
Os pagãos do império romano guardavam o atual Domingo, o primeiro dia da semana, ao qual honravam como “dies solis” (dia do Sol). Essa prática foi aceita pelo gnosticismo, passando daí para a Igreja em Alexandria, como acabamos de referir. E, no século quarto, grande parte da cristandade já guardava o dia do Sol dos pagãos, como sendo o dia do Senhor.
Constantino Magno, Imperador pagão, via que a linha demarcatória entre o cristianismo e o paganismo se desvanecia mais e mais. Via que, com um pouco de esforço, podia ganhar apoio, não só dos seus súditos pagãos, mas também dos cristãos. Mas, para tanto, era necessário que os dois credos se aproximassem mais ainda, pois a fusão entre o cristianismo e o paganismo ainda não era completa. Havia muitos cristãos fiéis que guardavam o verdadeiro descanso do Altíssimo – o Sábado – que é o quarto mandamento da Lei Original de D-us, e rejeitavam, como fruto do paganismo, a observância do primeiro dia da semana (Domingo), o dia do Sol. Visando salvaguardar a suposta santidade do primeiro dia da semana e favorecer a aproximação das duas classes, Constantino, a 7 de março de 321 AD (Era Atual), promulgou o seguinte decreto:
“Que todos os juizes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu.” – Codex Justinianus, lib. 3, tit. 12. Par. 2(3).
Esta lei foi acatada de bom grado pelos dirigentes da igreja em Roma. “Em quase todos os concílios o Sábado que D-us havia instituído, era rebaixado um pouco mais, enquanto o Domingo era em idêntica proporção exaltado. Destarte a festividade pagã veio finalmente a ser honrada como instituição divina, ao mesmo tempo em que se declarava ser o Sábado bíblico relíquia do judaísmo, amaldiçoando-se os seus observadores.” – E. G. White, O Grande Conflito, pág. 50.
Do supra, vem uma grande pergunta: Com que poder um pagão muda algo que nos proporciona Santidade?
Promessa de Santidade
Muito pouco vamos discorrer sobre o tema Santidade, apenas reforçar, Portanto santificai-vos, e sede santos, pois Eu sou o Senhor vosso D-us. Lv.20.7
Acredito piamente, que apenas este versículo deixado por Moisés, através de inspiração Divina, é suficiente, para despertar em nós a necessidade de obedecermos a D-us em toda sua plenitude, para que continuemos como povo eleito a serví-lo para sua honra e glória, só que para estarmos neste espaço concedido por D-us, uma coisa importante é, sejamos SANTO porque Ele, o Eterno, é SANTO.
Shabat Shalom !
