BECHUKATAI
28.05.2005 / 19 de Iyyar de 5765.
Parashah – BECHUQOTAI – Lv.26:3- 27:33
Haftarah – Jr.16:19-17:14
“Se não me ouvirdes e não fizerdes todos estes preceitos; e se os meus estatutos rejeitardes, e se a vossa alma enfadar dos meus juízos, para não fazer todos os meus preceitos, para violardes a mina aliança”. Lv.26:14,15.
Esta parte da parashah é chamada comumente de Tochalah, ou seja, admoestação, pois fala das bondades que nos virão pela submissão aos preceitos da Torah, e dos males que virão pela desobediência a estes. Tudo o que Moisés predisse, aconteceu. Nossos ancestrais podiam viver felizes e tranqüilos em suas terras, porém eles abandonaram estas leis e em lugar de unir-se, se dividiam; em lugar de adorar ao Eterno, o D-us Único, se deixaram arrastar pela idolatria e adorarem ouro, prata e outros bens fungíveis e não fungíveis. Em vão os profetas advertiram, eles não escutaram. Foi então que as desgraças chegaram. O Templo foi destruído e a dispersão teve lugar.
“Também eu farei isto a vós: porei sobre vós o terror, a tísica, e a febre ardente que fazem desesperar e atormentar a alma; e semeareis em vão vossa semente e a comerão vossos inimigos”. Lv.26:16.
Este versículo quer dizer que a semente não germinará ou então se crescer, a comerão os inimigos.
“E a vós espalharei entre as nações e desembainharei detrás de vós a espada; e será vossa terra assolada, e vossas cidades se tornarão arruinadas”. Lv.26:33
Da mesma forma como D-us cumpriu o castigo anunciado neste trecho, foi realizada também a sua promessa que diz: “Também ainda assim não os rejeitarei quando estiverem na terra de seus inimigos, nem me enfadarei deles para os consumir e violar assim a minha aliança com eles: pois Eu sou o Eterno, seu D-us” (vs. 44). E D-us foi fiel à sua promessa, e em nossos dias se deu o grande milagre. O sol da liberdade brilhou para nós. Agora, mais do que nunca, devem-se fazer ouvir as primeiras palavras desta parashah: “Se andares nos meus estatutos e guardares os meus mandamentos e os cumprirdes, dar-vos-ei as vossas chuvas há seus tempos e a terra dará os seus produtos: e as árvores do campo darão os seus frutos … e comereis o vosso pão até vos fartar e habitarei seguros em vossa terra. Darei paz na terra, e vos deitareis e ninguém vos amedrontará … e não passará a espada pela vossa terra.”.
O final da parashah, ou seja, os trinta e três versículos do capítulo vinte e sete tratam dos votos que faz a pessoa, prometendo pagar o valor de um ser humano, de um animal ou de uma coisa, cuja quantia ia para a despesa da conservação do Templo. O valor de um homem da idade de vinte até sessenta anos, era calculado em cinqüenta siclos de prata, e de uma mulher, em trinta siclos. . . (vs. 3-8). Ao envelhecer, o valor do homem diminui mais em proporção à mulher, pois os antigos diziam “um velho na casa é uma benção, porém uma velha é um tesouro”. E se fosse pobre quem fez o voto, pagava segundo as posses lhe permitissem, deixando para si a alimentação por um mês, vestimentas por um ano, cama, sapatos, etc.
Aprendemos nestes ensinamentos que D-us não deseja sacrifícios humanos, pois a oferta da pessoa se fará com o seu valor em prata e não com almas conforme o fez Jefteh (Jz.11:39).
Shabat Shalom!
