BO´
04.02.2006 / 6 de Shevat de 5766
Parashah – BÓ – Êx.10:1 – 13:22
Haftarah – Jr.46:1 –28.
Endurecimento do coração de Faraó: As imitações dos primeiros milagres de Aarão e Moisés por parte dos feiticeiros desacreditaram o poder do Eterno aos olhos de Faraó. Mas a vara de Aarão devorou as dos feiticeiros e isto constituiu indício da vitória final.
Faraó destaca-se por sua teimosia ao enfrentar os juízos de D-us. Seu arrependimento foi superficial, transitório e motivado apenas pelo medo e não pelo reconhecimento da necessidade que tinha de D-us. Embora se mantivesse obstinado, quebrando sua promessa toda vez que uma praga era suspensa, ia cedendo mais e mais as exigências de Moisés. Primeiro permitiu que os israelitas oferecessem sacrifícios dentro dos limites do Egito; depois, longe, porém com a condição que fossem somente os homens, e por fim permitiu que todos pudessem ir longe para sacrificar, mas deixando seu gado no Egito.
O texto bíblico mostra claramente que o Eterno ia endurecendo o coração de Faraó, mas é evidente que o coração do rei já estava obcecado e cheio de orgulho quando Moisés se apresentou perante ele pela primeira vez. As três palavras empregadas para indica a atitude de Faraó denotam a intensificação de um sentimento que já existia. D-us endureceu o coração de Faraó pela primeira vez após a sexta praga. O Eterno fez de Faraó o que este queria ser: o opositor de D-us. Apesar de tudo, o endurecimento do coração de Faraó deu a D-us a oportunidade de manifestar seu poder cada vez mais até que causasse uma impressão profunda e duradoura não somente nos egípcios e israelitas mas também nas nações distantes tais como os filisteus.
Israel sai do Egito
A Páscoa: A páscoa é para Israel o que o dia da independência é para um país, e mais ainda. O último juízo sobre o Egito e a provisão do sacrifício páscoa possibilitaram o livramento da escravidão e a peregrinação do povo para a terra prometida. A pascoal é um simbolismo profético do Messias, da salvação e do andar pela fé a partir da redenção. Além do livramento do Egito, a páscoa se constituiu em primeiro dia do ano religioso dos hebreus e o começo de sua vida nacional. Ocorreu no mês de Abibe (chamado Nisan na história posterior), que corresponde aos nossos meses de março e abril.
A palavra páscoa significa passar de largo, pois o anjo destruidor passou de largo as casa onde havia sido aplicado o sangue nas ombreiras e na verga da porta. Os detalhes do sacrifício e as ordenanças que o acompanhavam são muito significativos.
- O animal para o sacrifício devia ser um cordeiro macho de um ano, isto é, um carneiro plenamente desenvolvido e na plenitude de sua vida. Tinha de ser sem mácula. Para assegurar que assim fosse, os israelitas o guardavam em casa durante quatro dias.
- O cordeiro foi sacrificado pela tarde como substituto do primogênito. Por isso morreram os primogênitos das casas egípcias que não creram. Aprendemos que o “salário (o pagamento) do pecado é a morte”, porém D-us proveu um substituto que “foi ferido pelas nossas transgressões” Is.53:5.
- Os israelitas tinham de aplicar o sangue nas ombreiras e na verga das portas, indicando sua fé pessoal, aprendemos que somente pela fé a pessoa está salva da ira de D-us. O anjo exterminador representa a sua ira.
- As pessoas tinham que permanecer dentro de casa, protegidas pelo sangue. Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?
- Tinham de assar a carne do cordeiro e come-la com pão sem fermento e ervas amargas. O fato de assar em vez de cozer o cordeiro exemplifica a perfeição do sacrifico do Messias e o fato de que deve ser recebido por completo. Assim os hebreus comeram a carne que lhes daria força para a peregrinação. O pão sem fermento simboliza a sinceridade e a verdade enquanto que as ervas amargas provavelmente representavam as dificuldades e as provações que o acompanhavam à redenção.
- Os israelitas deveriam comê-lo em pé e vestidos como viajantes a fim de que estivessem preparados para o momento de partida. Simboliza a nossa prontidão para com as ordens Divina expressa não nó na Torah, mas também na Tanach, através das profecias.
Desejamos um
Shabat Shalom !
