SHOFTIM

26.08.2006 / 2 de Elul de 5766.

SHOFETIM – JUIZES.

Parashah – Dt.16:18 - 21:9
Haftarah – Is.51:12 - 52:12

Lendo o livro de Deuteronômio, temos conhecimento da dimensão da parashah desta semana. Embora tenhamos estendido o comentário ao capítulo 26, pois é até este capítulo que versa sobre leis de justiça e de humanidade.

Visto que em Israel governava uma teocracia (governo de D-us), as funções civis e religiosas se uniam para que tudo caísse sob a direção divina.

1 - Administração da justiça : (16:18-17:13). Os juízes seriam escolhidos pelo povo hebreu, como representantes de D-us e para proteger os direitos de seu povo, deviam julgar com imparcialidade.

2 - Instruções acerca de um rei : (17:14-20). No devido tempo, D-us daria um rei a Israel. Moisés antecipava as condições sob as quais haveria de estabelecer-se o seu reinado. São os seguintes:

Devia ser eleito por D-us. Seria Israelita, e não estrangeiro. Saul e Davi cumpriram estes requisitos, mas terão seu cumprimento mais completo, segundo as profecias, no Reinado do Messias.

Isto significa que o rei não devia depender do poderio militar nem de alianças com outras nações, mas do poder Divino. Tampouco devia imitar os outros reis orientais com uma demonstração de glória terrena.

Não devia tomar para si muitas mulheres; devia ser espiritual, e não sensual. Tampouco devia casar-se com a finalidade de formar alianças com outras nações.

Não devia amontoar riquezas para si, isto é, não devia usar seus poderes com finalidades egoístas, mas para servir ao povo de D-us. Porque onde está o tesouro, ali também estará o coração.

Devia o rei escrever para si uma cópia da Lei. O rolo original das escrituras de Moisés estava guardado no santuário. Os levitas e sacerdotes haviam de entregar a cada rei uma cópia quando este fosse coroado. Desta maneira, o soberano podia ler diariamente a Palavra Divina com o fito de temer a D-us, de sujeitar-se à lei revelada e de tomar suas decisões segundo a vontade de D-us. Tal proceder acrescentam instruções para o rei, limitando seu poder (Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, 17:20). D-us não queria que os reis de Israel fossem soberanos absolutos nem déspotas arbitrários sobre o povo do concerto, mas subalternos do Rei Celestial.

3 - As porções dos levitas : (18:1-8) Considerando que o Eterno protegeu a vida dos primogênitos na noite de Pessach, estes lhe pertenciam (Êx.13:1, 2; 11-16). D-us tomou os levitas em lugar dos primogênitos (Nm.3:11,12) para servir no tabernáculo, ensinar a Lei e ajudar os sacerdotes. Portanto, não receberiam território como as demais tribos. “O Eterno é a sua herança” 10:9. Estariam dispersos por todas as partes a fim de que seus serviços estivessem ao alcance de todo o povo hebreu e deviam ser sustentados pelos dízimos dos israelitas.

4 - Os profetas e o Profeta : (18:9-22). Encontra-se aí a promessa de D-us de que levantaria uma ordem de profetas com a proibição de recorrer a adivinhos e a espiritistas. Através dos séculos o homem tem desejado conhecer o futuro e ver além. Deste desejo nasceu o espiritismo, o qual é formado de muitos fragmentos de religiões pagãs, inclusive invocando espírito de mortos (ato condenado por D-us),enganando a todos os que buscam consulta aos médiuns. Moisés ordenou aos israelitas que erradicassem por completo, a prática de adivinhações, de espiritismo e de magia.

Não era necessário consultar os espiritistas para saber o futuro, porque D-us enviaria profetas verdadeiros e suas credenciais seriam de tal sorte que não deixariam lugar para dúvidas. Seriam profetas do Eterno e não de outro deus (18:20). O homem que se lança ao ofício profético sem ser chamado por D-us, é um profeta falso. Os autênticos não profetizariam de seu próprio coração, mas falariam somente as palavras que D-us lhes desse (18:18). Suas palavras se cumpriram infalivelmente (18:22). Não obstante, podia ocorrer, em certos casos, que falsos profetas operassem milagres e se cumprissem suas palavras, mas ficariam a descoberto através de sua doutrina em desacordo com a de D-us (13:1, 2). D-us permitiria que fizessem sinais para provar a seu povo a fim de que se manifestasse se o amavam ou não (13:3). Finalmente, o verdadeiro profeta honraria a Palavra escrita de D-us (Is.8:19, 20).

5 - As cidades de refúgio : (19:1-14; Nm.35:6-28). Segunda as antigas leis de Israel, quando alguém feria ou matava uma pessoa, embora fosse por acidente, podia ser morto pelo parente mais próximo da vítima. Este se chamava “vingador do sangue”. Moisés indicou três cidades ao oriente do Jordão que serviriam de asilo aos que matassem a outros por acidente. Josué separou outras três cidades ao ocidente do mesmo rio.

Os anciãos da cidade julgavam o fugitivo para ver se tinha ou não culpa de homicídio. Se havia matado sem má intenção ou por casualidade, podia ficar na cidade e estar seguro dentro de seus limites. Se, porém, saísse, o vingador do sangue tinha o direito de matá-lo. Se ficasse aí até que morresse o sumo sacerdote, então tinha liberdade de voltar ao seu lar sem maior perigo.

Isto mostra que D-us nos julga não segundo nossos atos por si mesmos, mas segundo a intenção do coração. O asilo era somente para o matador involuntário.

6 - Leis diversas : (19:15 - 21:9). Uma vez que as leis que se encontram nestes capítulos são muitas, deixamos de comentar neste espaço, visto que são complexas e extensas.

Acreditamos que pelo pautado na parashah desta semana, podemos ter uma pálida idéia de como D-us exigiu do seu povo eleito. Sendo D-us imutável, tal exigência divina vigora até os dias de hoje, pois D-us observa o levantar, o andar e o deitar de cada um de nós. Convém então que cada um busque ao máximo uma vida dentro dos ditames do Eterno.

Shabat Shalom !

A QUESTÃO É . . . (III)

Perguntas e respostas sobre o contra-ataque
de Israel ao terrorismo do Hezbollah
04 de agosto de 2006

1. Por que Israel está conduzindo operações militares contra o Líbano?

R.: Israel, sem ter provocado, sofreu um ataque em seu território vindo do território libanês. O ataque foi executado pelo Hezbollah, organização terrorista que também é um partido componente do governo do Líbano. O ataque foi executado contra cidadãos israelenses - civis e militares - em solo soberano de Israel. O Hezbollah cruzou uma fronteira internacionalmente reconhecida e, dentro do território de Israel, seqüestrou dois israelenses que ainda mantém reféns e abriu fogo lançando mísseis e foguetes nas localidades no norte de Israel. Desde o acontecido, eles vêm lançando centenas de foguetes a cada dia - mais de 2.500 até agora - contra cidades e vilarejos israelenses, sempre tendo civis como alvo. Nessas circunstâncias, Israel não teve alternativa a não ser defender a si próprio e a seus cidadãos. Por essa razão, Israel está reagindo a um ato de guerra de um estado soberano vizinho. O propósito da operação de Israel tem dois objetivos: o de libertar seus soldados seqüestrados e acabar com a ameaça terrorista em sua fronteira norte. Israel vê o Líbano como responsável pela presente situação e esse país deve aceitar as conseqüências de tais atos.

2. Como Israel responderá ao bombardeio de cidades israelenses no norte do país?

R.: O lançamento de milhares de foguetes do Hezbollah a partir do Líbano contra Haifa e o norte de Israel, nos quais 20 civis foram mortos e centenas ficaram feridos, deveriam dar fim definitivo ao mito popular de que o Hezbollah é uma força de guerilha mal equipada. Com o aval do Irã, criado na década de 80 para executar atos hostis daquele país contra Israel - em desrespeito e violação da soberania libanesa - o Hezbollah tem recebido carregamentos maciços de armamentos sofisticados do arsenal de Teerã, transportados através da Síria.
Um oficial graduado do exército do Irã disse em 16 de julho de 2006 ao jornal de língua árabe “Al-sharq al-Awsat” que a Guarda Revolucionária da República Islâmica colocou dezenas de bases avançadas de foguetes e mísseis no vale libanês e ao longo da fronteira com Israel. Entre 1992 e 2005, o Hezbollah recebeu aproximadamente 11,5 mil mísseis e foguetes de curto e médio alcance. Esse oficial disse também que o Hezbollah possui quatro tipos de mísseis avançados terra-a-terra: mísseis “Fajr” com alcance de 100 quilômetros, mísseis “Irã 130″ com um alcance de 90 a 110 quilômetros, mísseis “Shahin”, com alcance de até 150 quilômetros, e foguetes de 355 milímetros, com alcance de 150 quilômetros. Na noite da sexta-feira, dia 14 de julho de 2006, o Hezbollah demonstrou uma capacidade anteriormente desconhecida ao disparar um sofisticado míssel fabricado no Irã, mar-terra, guiado por radar contra uma corveta israelense, o “INS Hanit”, matando quatro marinheiros. Em face a essa grave agressão do Hezbollah, Israel fará o que for necessário para retirar a ameaça terrorista sobre suas cidades, como faria qualquer país em uma situação similar.

3. Por que Israel emprega tantas tropas em terra se declarou não ter planos para o território libanês?

R.: Antes da crise atual, o Hezbollah posicionou armas ao longo da fronteira do Líbano com Israel. Dessas posições, os terroristas executaram um ataque espontâneo, sem provocação anterior, com granadas, foguetes anti-mísseis e armas de fogo contra cidades, veículos civis e patrulhas de fronteira israelenses. A confrontação militar direta com as fortificações terroristas ao longo da fronteira é importante para atingir o objetivo de desalojar a ameaça do Hezbollah do norte de Israel. Assim, operações em terra são necessárias para complementar operações aéreas e de artilharia contra a infra-estrutura do Hezbollah. Israel não está executando uma campanha terrestre de alta escala como ocorreu em 1982, e não deseja conquistar e ocupar território libanês. As operações israelenses em terra foram formuladas apenas para remover a presença militar entrincheirada do Hezbollah da fronteira para que exército libanês seja capaz de extender a soberania libanesa ao local, de acordo com a Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU.

4. Quais os resultados que Israel já alcançou em sua operação contra o Hezbollah?

A operação militar batizada de “Mudança de Direção” desferiu um grande golpe no Hezbollah. A organização terrorista foi desalojada de suas posições ao longo da fronteira e foi removida a ameaça de fogo direto - metralhadoras, rifles e RPGs (mísseis anti-tanque) - sobre as comunidades de Israel na fronteira. Além disso, foram danificados o sistema de mísseis de longo alcance da organização no interior do Líbano, seus comandos, sistemas de controle, quartéis-generais e infra-estrutura. A quantidade de foguetes katiusha posicionados no sul do Líbano foi severamente reduzida, e o fluxo de munição da Síria para o Hezbollah foi significativamente interditado.
Ao mesmo tempo, na arena diplomática, o apoio internacional a Israel na presente operação não tem precedentes, como visto na recente declaração do G-8. A comunidade internacional apóia Israel em seus objetivos contra o Hezbollah e endossa o desarmamento da organização. Pela primeira vez, condições foram criadas para o começo da implementação da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU, que pede o desarmamento do Hezbollah, sua expulsão da fronteira e o posicionamento do exército libanês ao longo da mesma. A comunidade internacional mostra-se pronta para tomar passos concretos para implementar essa resolução enviando uma força multinacional que deverá posicionar-se ao longo da fronteira com Israel e nos cruzamentos fronteiriços entre Síria e Líbano, para efetivamente desmantelar as capacidades militares da organização.

5. Israel está usando força desproporcional?

R.: A proporção deve ser medida em termos da extensão da ameaça. As ações de Israel resultam não apenas do ataque do Hezbollah e do seqüestro dos dois soldados. A operação militar de Israel também está sendo executada contra a ameaça real e tangível do Hezbollah contra mais de um milhão de civis, na parte norte de Israel. O Hezbollah - uma organização terrorista dedicada à destruição de Israel - tem mais de 12.000 mísseis apontados para Israel, sendo que destes, mais de 2.500 foram lançados nos últimos dias. O uso maciço desses mísseis pelo Hezbollah, causando a morte de civis, deixando centenas feridos e promovendo a destruição generalizada, tornam necessárias as ações de Israel. Alguém deveria perguntar: “O que outros países fariam se confrontados com uma ameaça dessa magnitude”?

6. Por que Israel bombardeia prédios civis e infra-estrutura?

R.: O Hezbollah tem executado ataques deliberados de mísseis contra centros populacionais de Israel. Vinte civis israelenses - judeus e árabes - foram mortos, incluindo três crianças. Ataques têm sido executados contra cidades grandes como Haifa, pequenas fazendas como Meron, vilarejos árabes como Majdal Krum e locais religiosos como Safed e Nazaré. Em contraste, Israel tem como alvo apenas construções que servem diretamente às organizações terroristas em ataques contra Israel. Por exemplo, Israel alvejou o aeroporto internacional de Beirute e a rodovia Beirute-Damasco porque as mesmas servem ao reabastecimento de armas e munições do Hezbollah. Israel atingiu também edifícios, como os estúdios de televisão do Hezbollah, que são um meio vital de comunicação para os terroristas.

7. Israel não está preocupado com o aumento do número de civis mortos?

R.: Israel lamenta a perda de vidas inocentes. Israel não tem civis como alvo, mas é forçado a tomar atitudes decisivas contra o Hezbollah, uma organização terrorista inescrupulosa que tem mais de 12.000 mísseis apontados para cidades israelenses. Israel, como qualquer outro país, deve proteger seus cidadãos e não tem nenhuma escolha senão remover essa grave ameaça. Se o Hezbollah não tivesse reunido tamanho arsenal, Israel não precisaria agir e se o Hezbollah tivesse optado por colocar seu arsenal longe das áreas povoadas, nenhum civil teria sido ferido quando Israel faz obviamente o que precisa fazer. A responsabilidade pela trágica situação é apenas do Hezbollah.
Infelizmente, os terroristas propositadamente se esconderam e armazenaram seus mísseis em áreas residenciais, colocando em risco as populações civis nas cercanias. Na realidade, muitos dos mísseis disparados recentemente contra Israel foram armazenados e lançados de, ou perto de, residências particulares sob comando de terroristas do Hezbollah com o objetivo de proteger suas ações usando civis como escudos e assim impedir a resposta de Israel. Apesar dessa cruel exploração de civis, Israel está tomando um cuidado extremo para reduzir ao mínimo o risco que a população civil corre - às vezes às custas de vantagens operacionais.
Recentemente, em sua visita a Beirute, o chefe para assuntos humanitários da ONU Jan Egeland condenou publicamente o Hezbollah por causar a morte de centenas de civis libaneses. Em suas próprias palavras, disse: “O Hezbolllah deve deixar de se misturar covardemente a mulheres e crianças”. Quando o Hezbollah gabou-se frente à imprensa internacional de ter perdido pouquíssimos combatentes e que eram os civis aqueles a sofrer, Egeland declarou: “Penso que ninguém deveria se orgulhar de ter mais crianças e mulheres mortas do que homens armados”.

8. O que Israel tem feito para proteger os civis libaneses de suas operações contra o Hezbollah?

R.: Os habitantes do sul do Líbano foram avisados repetidamente e com dias de antecedência sobre as operações israelenses - por anúncios de rádio, folhetos e até mesmo por chamadas telefônicas - para que deixassem a área tendo em vista o iminente ataque das FDI (Forças de Defesa de Israel). Instruções específicas foram fornecidas sobre rotas e tipos de veículos, de modo que as pessoas em retirada não fossem confundidas com combatentes do Hezbollah, assim como veículos transportando suprimentos.
A preocupação com a vida dos civis é parte integral do procedimento operacional das FDI, que requer extremo cuidado para minimizar danos à população civil, muitas vezes às custas de vantagens operacionais. Por exemplo, os folhetos lançados no dia 25 de julho encorajando os habitantes de Kfar Qana a deixar seu vilarejo deu ao Hezbollah um aviso prévio, o que reduziu o elemento surpresa de Israel e colocou em perigo suas próprias tropas.

9. Por que Israel mirou um edifício residencial em Kfar Qana, matando dezenas de civis?

R.: Na manhã de 30 de julho, a Força Aérea de Israel atacou lançadores de mísseis do Hezbollah e outros alvos militares em Kfar Qana e arredores, de onde 150 mísseis foram lançados contra a cidade israelense de Naharia e outras comunidades no oeste da Galiléia. Depois do ataque, um dos prédios atingidos desmoronou e dezenas de civis libaneses foram mortos (relatórios variam de 28 a 60 mortos). Israel não tinha conhecimento de que além de alvos do Hezbollah, também civis estavam no prédio. Se soubesse, não teria executado o ataque.
Existe uma crescente documentação do uso que o Hezbollah faz dos civis libaneses como escudos humanos, lançando mísseis do interior de vilarejos, de até mesmo de dentro das casas, para escapar do contra-ataque israelense. Cinicamente, quando civis são infelizmente e inevitavelmente feridos por essa odiosa tática, o Hezbollah é rápido em explorar o fato para fins de propaganda.
Israel lamenta profundamente a perda de vidas inocentes no conflito com o Hezbollah. Israel não tem civis como alvo, embora esteja sendo forçado a tomar ações decisivas contra os presentes ataques de foguetes do Hezbollah contra a população civil de Israel. O Hezbollah não pode esquivar-se da responsabilidade moral dos danos que causa em seus próprios civis ao usá-los como escudos humanos quando lança seus mísseis de seu meio sabendo que Israel contra-atacará em auto-defesa.

10. O que Israel fez para assegurar que o incidente de Qana não volte a se repetir?

R.: Depois do trágico incidente em Kfar Qana, Israel limitou a área de suas operações aéreas sobre o Líbano. Somente objetos prestes a atingir alvos em Israel estão sendo atacados, até que a ampla investigação das FDI sobre o incidente esteja completa e que sejam conhecidas suas conclusões, o que deve levar mais do que 48 horas.
Ao mesmo tempo, o Estado de Israel está garantindo trânsito seguro por 24 horas, através da ligação com as Nações Unidas, para todos os habitantes do sul do Líbano que desejam seguir para o norte. Os corredores por terra, ar e mar continuam em operação com o objetivo de oferecer ajuda humanitária. De qualquer maneira deve ser enfatizado que a restrição de 48 horas se refere apenas a uma temporária e focada restrição de operações, para atender a questões humanitárias específicas. Israel continua agindo contra os objetivos do Hezbollah, como caminhões que contrabandeiam material de guerra.

11. Israel usa armas proibidas pela lei internacional?

R.: As Forças de Defesa de Israel têm o compromisso de conduzir operações em total conformidade com a lei de um conflito armado. Essas regras estão sacramentadas no Código de Conflitos Armados das Forças de Defesa de Israel, que exige que operações militares sejam direcionadas apenas contra alvos militares, e que somente armas que possam ser direcionadas a esses alvos sejam usadas. Adicionalmente, o manual proíbe operações militares em que o risco do ferimento acidental de civis supere a vantagem militar esperada, a operação militar não pode ser cumprida.
Em relação a alegações de que foi feito uso ilegal de bombas de fragmentação e fósforo, é preciso registrar que nenhum desses tipos de arma é proibido pela Convenção Sobre Armas Convencionais, da qual Israel faz parte. Israel ressalta que, em todas as circunstâncias, realiza intensos esforços para assegurar que as operações militares sejam conduzidas de forma a minimizar o ferimento de civis e danos a suas propriedades.

12. O que Israel está fazendo para atender as necessidades humanitárias da população libanesa?

R.: Tendo em vista a difícil situação de segurança em terra, Israel também está extremamente ciente da situação humanitária. Para tanto, Israel estabeleceu, através de contatos com o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários, um corredor humanitário para atender as necessidades daqueles afetados no lado libanês. Esse corredor foi projetado para o transporte de suprimentos humanitários, evacuação de civis que necessitem de assistência médica e saída de cidadãos estrangeiros que desejem deixar o país. No momento, a rota entra no Líbano pelo porto marítimo de Beirute e uma rota terrestre foi designada a partir de Beirute com direção ao norte e ao longo da fronteira sírio-libanesa. Israel continua a coordenar questões humanitárias com a comunidade internacional para expandir o corredor e incluir outros pontos de entrada também.

13. Por que as Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam um posto da ONU matando quatro soldados da ONU?

R.: Como parte das presentes operações contra a organização terrorista Hezbollah, as FDI atuaram, na terça-feira (25 de julho), na área de Al Khiyam, de onde o Hezbollah tem lançado mísseis contra Israel. Durante a operação, um posto da ONU foi atingido sem intenção, matando quatro soldados da ONU. As FDI expressaram profundo pesar sobre o incidente, ressaltando que nunca teriam intencionalmente mirado o pessoal ou instalações da ONU.
Um dos soldados da ONU que foi mortos, enviou dois dias antes um e-mail para a imprensa canadense, descrevendo como a neutralidade de sua posição tinha sido violada pelo ataque de terroristas do Hezbollah à Israel próximo ao posto da ONU, afirmando que as FDI não tinham escolha a não ser contra-atacar os terroristas. Ele concluiu o e-mail declarando que a ação israelense “não tem mirado deliberadamente, mas sim cumprindo as necessidades táticas”.
Imediatamente após o trágico incidente, o Primeiro Ministro Ehud Olmert conversou com o Secretário-geral da ONU Kofi Annan e expressou seu profundo pesar sobre a morte acidental dos quatro soldados. O Primeiro Ministro disse que instruirá as FDI a estabelecer uma ampla investigação sobre o fato e que os resultados serão compartilhados com o Secretário-geral da ONU.

14. Por que Israel não mostrou moderação e usou a diplomacia antes de recorrer à força?

R.: Israel tem mostrado moderação por mais de seis anos. Em maio de 2000, Israel tomou a difícil decisão política de retirar-se por completo do sul do Líbano, tendo sido obrigado, anos antes, a estabelecer uma zona de segurança na região para prevenir ataques terroristas e lançamento de foguetes em cidades israelenses. O Conselho de Segurança da ONU reconheceu a retirada completa de Israel do sul do Líbano, em total acordância com a Resolução 425 deste mesmo Conselho. Foi dada ao governo libanês a oportunidade de tomar controle absoluto do sul do Líbano e estabelecer uma fronteira pacífica com Israel. Em vez disso, escolheu sucumbir ao terror ao invés de vencê-lo, e permitiu que o Hezbollah ocupasse as áreas adjacentes à fronteira e acumulasse um vasto arsenal de foguetes e mísseis. Repetidamente, Israel emitiu advertências e pediu à comunidade internacional que forçasse o Líbano a controlar o Hezbollah, remover seus atiradores de posições na fronteira e desmantelar seu crescente armazenamento de mísseis. Tristemente, o Líbano não levou em consideração as demandas da comunidade internacional para que exercesse sua soberania e desarmasse o Hezbollah e, hoje, o povo libanês, infelizmente, sofre com as conseqüências da paralisia de seu governo.

15. Por que Israel espera que o governo do Líbano tome medidas após anos de inatividade e ineficiência?

R.: A recente redução da presença militar síria no Líbano deu a Beirute mais liberdade de ação para promover os interesses libaneses, embora nenhuma ação tenha sido tomada até agora contra o Hezbollah.
O governo do Líbano tem responsabilidade pela ameaça do Hezbollah. Esse governo deu ao Hezbollah legitimidade oficial e permitiu que essa organização continuasse com suas operações sem impedimento. O Hezbollah nunca teria conseguido os mísseis e equipamento militar que tem a sua disposição se o governo libanês não tivesse permitido que esse armamento entrasse no Líbano. A ameaça do Hezbollah na fronteira com Israel não teria sido possível se não fosse a falha do governo libanês em enviar suas tropas para o sul do Líbano.
É responsabilidade do governo do Líbano cumprir suas obrigações como estado soberano e extender seu controle sobre seu próprio território, de acordo com as resoluções 425 e 1559 do Conselho de Segurança da ONU. Através dessa operação, Israel espera pressionar o governo de Beirute a tomar uma atitude e facilitar esse controle providenciando encorajamento internacional e condições operacionais favoráveis ao desarmamento do Hezbollah e o deslocamento do exército libanês para o sul, em direção à fronteira israelense-libanesa.

16. Por que Israel e outros dizem que a Síria e o Irã têm envolvimento no terrorismo do Hamas e Hezbollah?

R.: A Síria abriga, em sua capital Damasco, os quartéis-generais de diversos grupos terroristas jihadistas palestinos, incluindo o Hamas. Essas instalações oferecem abrigo e apoio logístico ao líder do Hamas, Khaled Mashaal, que mora na cidade há muitos anos. A partir de Damasco, Mashaal comanda terroristas nos territórios palestinos, os quais executam inúmeros ataques terroristas contra Israel e seus cidadãos, incluindo o bombardeio do sul de Israel com foguetes kassam e a infiltração terrorista recente que resultou no seqüestro do cabo Gilad Shalit. A Síria também fornece apoio ao Hezbollah, incluindo a transferência de armas, munição e homens através do aeroporto de Damasco e do cruzamento da fronteira para o Líbano. O Hezbollah não seria capaz de operar no Líbano sem o claro patrocínio da Síria.
O Irã é o principal aliado do Hezbollah. O país fornece fundos, armamentos, diretrizes e até a estrutura iraniana (os guardas revolucionários “Pazdaran”), para essa organização terrorista. A maioria dos mísseis que atingiu as cidades israelenses foram produzidos pelo Irã, incluindo o de longo alcance “Fajr 5″, míssel que chegou a atingir a cidade de Afula, no vale de Jezreel. O míssel guiado disparado contra um barco israelense na costa libanesa também era de fabricação iraniana. Para todos os objetivos práticos, o Hezbollah é meramente uma arma do regime jihadista de Teerã. O Irã também já exerce forte influência nas organizações terroristas palestinas, incluindo a Brigada Fatah al-Aqsa e o grupo Iz-a-Din-al-Kassam, do Hamas. O Irã transfere fundos a essas células terroristas, além de instrução técnica e diretrizes operacionais.

17. O que motiva o Hamas e o Hezbollah, e por que a Síria e o Irã os apóiam?

R.: O Hamas e o Hezbollah são movidos por uma ideologia jihadista extremista que conclama a destruição imediata do Estado de Israel, como parte de um esforço internacional de lançar uma “Guerra Santa” contra o mundo ocidental “infiel”, para que seu ramo de islamismo radical prevaleça em todo o mundo. A Síria e o Irã apóiam esses grupos, não apenas porque compartilham de sua ideologia, mas também porque oferecem a Damasco e a Teerã uma ferramenta para fortalecer a influência de seus próprios regimes e desviar a atenção de outros assuntos que os expuseram recentemente à pressão internacional. A Síria está encarando uma crescente crítica por seu envolvimento no assassinato do ex-Primeiro-Ministro libanês, Rafik Hariri, e sua interferência em assuntos libaneses. O Irã está exposto a uma pressão crescente por causa do desenvolvimento de seu programa nuclear. Além disso, a comunidade internacional está denunciando ambos os regimes por seu sombrio histórico contra os direitos humanos.
Conseqüentemente, Israel considera o Hamas, o Hezbollah, a Síria e o Irã como os elementos primários do “Eixo de terror da Jihad”, ameaçando não apenas Israel, mas todo o mundo.

18. Se a Síria e o Irã estão por trás do terrorismo, por que Israel está atacando o Líbano?

R.: Israel não está atacando o governo do Líbano, mas sim as instalações militares do Hezbollah no Líbano. Israel tem evitado atacar as instalações militares libanesas, a não ser que essas estejam sendo usadas para ajudar o Hezbollah, caso de algumas instalações de radar destruídas por Israel após depois que ajudaram os terroristas a disparar um míssel terra-mar contra uma corveta israelense.
Israel não deseja ampliar a ação militar além dos atuais teatros de operação no Líbano e Gaza. Israel acredita que em relação ao envolvimento da Síria e do Irã, o melhor é a pressão diplomática coordenada.
A questão da capacidade nuclear do Irã irá preocupar o mundo nós próximos meses e o que está acontecendo agora é meramente uma preparação. Se o mundo livre é incapaz de formar uma frente unida contra o Hezbollah, será também incapaz de convencer Teerã de que é de fato sério sobre parar o programa de armas nucleares do Irã. Com relação à Síria, Israel declarou publicamente que não tem intenção de atacar alvos sírios. Assim, a Síria não tem justificativa para intervenção alguma nas atuais operações contra o Hezbollah. Se, de alguma maneira, houver interferência da Síria, Israel declarou que a resposta será forte.

19. Como Israel pressionará a Síria e o Irã?

R.: Há um amplo consenso na arena internacional de que o terror da jihad é uma ameaça global que deve ser confrontada com determinação e firmeza. Israel tem estado em contato intenso com os governos estrangeiros e organizações internacionais para coordenar a pressão sobre esses regimes, assegurando que eles entendam que pagarão, em todo o mundo, um preço tremendamente alto por seu apoio ao terrorismo.

20. Parece que Israel está enfrentando um conflito em duas frentes. Essas duas frentes estão relacionadas?

R.:Sim, essas frentes estão relacionadas. Em ambos os casos, Israel é vítima de incursões em sua fronteira, de ataques transfronteiriços e de insegurança na fronteira. Nos dois casos, Israel retrocedeu a fronteiras internacionais universalmente aceitas. Israel esperou que com sua saída de Gaza e do Líbano, uma nova era de cooperação e progresso poderia começar entre Israel, Líbano, os palestinos e o restante do mundo árabe. Mas ao invés do progresso, Israel foi recompensado com o terror.
O Secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em sua coletiva de imprensa após o ataque de 12 de julho, apresentou uma lista de demandas para a libertação dos soldados israelenses seqüestrados. Entre elas, uma exigência para a libertação de terroristas do Hamas, como também membros do Hezbollah. Isso indica que o nível de coordenação desses dois grupos terroristas da jihad, não é apenas ideológico mas também operacional.

21. Israel declarou que não negociará com o Hamas para a libertação dos soldados, mas e com o Hezbollah?

R.: Após o ataque do dia 12 de julho proveniente do Líbano, o Primeiro-Ministro de Israel, Ehud Olmert, declarou que “Israel não cederá à extorsão e não negociará com terroristas a vida de soldados israelenses”.

22. Quais são os caminhos diplomáticos disponíveis para dar fim à crise?

R.: Com relação ao Líbano, Israel entende que apesar das operações militares serem necessárias agora, para defender seus cidadãos neutralizando a ameaça apresentada pela infra-estrutura terrorista dos terroristas do Hezbollah no Líbano, a solução final é, de fato, diplomática. Nesse sentido, não há diferença real entre a posição israelense e a posição da comunidade internacional. Os componentes de tal solução são os que seguem:
-o retorno dos reféns, Ehud (Udi) Goldwasser e Eldad Regev;
-um cessar-fogo total;
-posicionamento do exército libanês em todo sul do Líbano;
-expulsão do Hezbollah da área, e o
-cumprimento da Resolução 1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Israel considerará iniciativas diplomáticas que busquem a implementação dos pontos mencionados acima, seguindo três critérios:
- preservação dos ganhos das FDI no que se refere à remoção do Hezbollah da região de fronteira;
- eliminação da ameaça dos mísseis de longo alcance do Hezbollah;
- prevenção ao rearmamento do Hezbollah por meio do monitoramento criterioso de possíveis rotas para o Líbano a partir da Síria ou de qualquer outro lugar.
Na frente palestina, Israel conduzirá contínuas operações contra-terroristas até que o terrorismo do Hamas cesse, o refém Gilad Shalit retorne em segurança e que terminem os disparos de mísseis kassam contra cidades israelenses na fronteira com Gaza. Não haverá negociação para a libertação de prisioneiros.

23. Qual a posição de Israel em relação à declaração do G-8, do dia 16 de julho, sobre essa situação?

R.: Israel dá as boas-vindas à declaração das nações do G-8 que reconhece o Hezbollah e o Hamas como responsáveis pelo início da violência atual, por seus ataques a civis israelenses e pelo seqüestro dos soldados israelenses dentro do território soberano de Israel. A declaração atesta que Israel e a comunidade internacional compartilham dos mesmos valores e encaram um problema em comum - a grave ameaça representada pelas organizações terroristas jihadistas como o Hezbollah e o Hamas. Como o G-8, Israel acredita que o caminho para uma solução está na libertação dos soldados seqüestrados, no fim do lançamento de foguetes contra Israel e na plena implementação, pelo Líbano, da Resolução nº1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exige o desarmamento do Hezbollah.

24. Israel apóia a iniciativa de estabelecer uma força de paz multinacional?

R.: Israel apoiará todos os esforços internacionais para promover a volta dos soldados seqüestrados e reforçar o consenso internacional já aceito pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas com relação ao Líbano, ou seja, pressão sobre o governo libanês para implementar a Resolução nº1559 desse Conselho, posicionando seu exército no sul do país, impondo sua soberania na região fronteiriça a Israel e desarmando o Hezbollah. Nesse sentido, Israel concordaria em considerar a presença de uma força militar competente e experiente formada por soldados dos estados-membros da União Européia, subseqüente à formulação de um mandato que teria de incluir o controle de passagens entre o Líbano e a Síria e assistência ao exército libanês situado no sul do Líbano, tudo isso no contexto da total implementação da Resolução 1559, conforme mencionado acima.

25. Quanto tempo irá durar a operação israelense?

R.: A operação israelense não durará um dia além do necessário. Os cidadãos de Israel não querem ver fotos de seus vizinhos libaneses vasculhando destroços, assim como não desejam ver pais e mães libanesas chorando. É uma tragédia o fato de seus líderes terem abdicado da sua responsabilidade de proteger sua própria população, e permitirem que um grupo terrorista promova uma agenda estrangeira de ódio e confrontação para seqüestrar sua soberania. Sua decisão de assim fazê-lo resultou em mortes de seu próprio povo.
A comunidade internacional entende que para que os objetivos sejam alcançados, a operação não pode ser encerrada antes que a decisão do G-8 seja implementada. Enquanto negociações diplomáticas forem necessárias para facilitar a implementação, o começo de negociações por si só não dará fim às operações. Isso ocorrerá apenas depois do retorno dos soldados seqüestrados e da remoção da ameaça de mísseis contra Israel.
Israel espera que uma solução bem estruturada para a crise atual possa conduzir ao estabelecimento de relações amigáveis e pacíficas com o Líbano, cujo povo ficaria livre de ser tomado como refém pelo Hezbollah e cujo governo recuperaria a soberania libanesa.


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VAETCHANAN

05.08.2006 / 11 de Av de 5766.

Parashah – VAETCHANAN – Dt.3:23-7:11.
Haftarah – Is.50:1-26.

1. Oração de Moisés para entrar em Canaã. Dt.3:23-29.

“Eterno D-us! Tu começaste a mostrar ao teu servo a Tua grandeza e a Tua forte mão; pois, que D-us há nos céus e na terra que faça Tuas obras, e como Teus feitos extraordinários! Deixa-me passar, rogo-te, e verei a boa terra, que está além do Jordão, este bom monte (Com estas palavras, Moisés queria designar a cidade de Jerusalém a qual se acha rodeada de montes: e com o “Líbano”, ele queria dizer o lugar em que futuramente se iria construir o Templo) e o Líbano”.

Apesar da veemente oração de Moisés a D-us, para entrar na Terra Prometida, D-us já o havia advertido ele não entraria, e com esta oração, até irritou-se, pois disse a Moisés que não mais tocasse neste assunto. Apenas permitiu que subisse ao outeiro, levantasse os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para oriente, porque não passaria o Jordão.

2. Exortação e obediência. Dt.4:1-43.

Considerando o que havia sucedido à geração anterior, Moisés apela fervorosamente para Israel a fim de que não cometa o mesmo erro, que guarde a lei e a ponha em ação. Se obedecesse à Lei viveria e tomaria posse da Canaã.

Outro motivo para obedecer a D-us era que somente Israel tinha o alto privilégio de ser seu povo. Somente para Israel o Eterno estava tão perto. Havia-lhes falado com voz audível e com eles havia firmado um concerto.

Notamos o zelo de D-us. Como o marido que dá a sua esposa amor sem reserva e exige dela lealdade, assim D-us exige a mais absoluta fidelidade de seu povo. Moisés adverte solenemente que o fato de apartar-se de D-us para prestar culto aos ídolos traria como conseqüência à dispersão dos hebreus. Por outro lado, o arrependimento traria restauração.

Quando Moisés fala ao povo, geralmente emprega o pronome “vós” (4:1-8, 11-18. 20-23), mas algumas vezes pensa em seus integrantes individualmente e usa o pronome “tu” (4:9,10; 19:1-21). Em outras oportunidades ele próprio se inclui em sua nação e se expressa com a primeira pessoa do plural “nós” (2:8).

3. Os dez mandamentos e sua aplicação. Dt.4:44- 6:3.

Os dez mandamentos eram a base da aliança que o Eterno fez a Israel. Chamam-se “testemunhos” (4:45), pois constituem a revelação do caráter, da vontade e do propósito divino. A lei declara que D-us é Uno e Santo. Aponta, também, o caminho que o homem deve seguir para viver em harmonia com o seu Criador e com o próximo.

O decálogo começa com as palavras: “Eu sou o Senhor teu D-us, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (5:6). O Eterno exige obediência porque : É D-us, o Soberano; Estabeleceu relação pessoal com o seu povo. A expressão “Teu D-us” ou sua equivalente encontra-se mais de trezentas vezes no Livro de Deuteronômio e é a base da verdadeira fé. Lembra a relação que existe entre um pai e seus filhos; O Eterno redimiu a seu povo da servidão, portanto espera que os redimidos obedeçam à sua voz.

A diferença ente o decálogo apresentado aqui e o de Êxodo 20 encontra-se no quarto mandamento. Para observar o dia de descanso, Deuteronômio adiciona outra razão além de que o Criador tenha descansado; os israelitas haviam sido resgatados da servidão do Egito e deviam dar a seus servos e animais de trabalho o dia de descanso semanal (5:14,15).

4. O grande mandamento! Dt.6:4,5

Conhecemos este versículo por Shemah, pois é a primeira palavra e se traduz por “ouve”. Essa é a oração judaica mais freqüentemente pronunciada, a afirmação mais insistente que os devotos fazem desde a infância até a morte. É a única e sincera declaração de há um só D-us, um só Criador, o Eterno!

5. A religião no lar. Dt.6:6-9.

“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos”.
Os pais não devem depender da instrução pública da religião, mas devem instruir os filhos nos lares. Os israelitas muitas vezes falharam neste dever e apostataram na fé, porém pela misericórdia do Eterno, retomavam ao caminho de uma vida com D-us.

Devemos passar a religiosidade aos nossos filhos, desde a mais tenra idade, para que quando maduros tenham uma base sólida, capaz de suportar os ventos de teorias religiosas.

6. Advertência contra a idolatria e exortações à obediência. Dt.6:10-7:11.

Moisés previu o perigo de que os israelitas, uma vez estabelecidos na terra de Canaã se esquecessem de seu D-us e servissem a deuses estranhos. Advertiu também a Israel quanto à covardia, quanto à auto-suficiência, e proibiu-lhes buscar acordo com as nações derrotadas. D-us escolheu Israel para ser um povo santo, especial (7:6), “o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há” (14:2).

Shabat Shalom!