Parashah - VAIGASH
30.12.2006 / 09 de Tevet de 5767.
Parashah – VAIGASH – Gn.44:18 – 47:27.
Haftarah – Ez.37:15- 28.
A humilde súplica de Judah – A intercessão comovente de Judah, saturada de compaixão e amor para com seu irmão e pai, convenceu a José de que seu arrependimento era verdadeiro e não podia fazer outra coisa senão revelar-se a eles. Perdoou-lhes, e até mesmo os consolou dizendo-lhes que havia sido a mão de D-us que o enviara ao Egito e não eles. Disse: “Pelo que D-us me enviou diante de vossa face, para conservar a vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (45:7).
José não somente perdoou a seus irmãos, mas proveu amplamente para satisfazer-lhes as necessidades. Mandou que trouxessem suas famílias e Jacó para o Egito onde habitariam na melhor região daquele país. D-us operou no coração de Faraó a fim de que concedesse gratuitamente a Jacó e a sua família, parte do Egito denominada Gósen. Assim demonstrou sua gratidão a José por haver salvado o Egito da fome. Gósen era a região nordeste do delta ao Nilo, separada geograficamente do restante do Egito, mas a vinte quilômetros da sede central de José, Tânis.era um lugar rico e ideal para que os israelitas levassem uma vida separada dos egípcios. Podiam ali viver juntos, multiplicar-se, conservar seus costumes e falar seu próprio idioma. Também seu trabalho como pastores ficavam protegido da influência egípcia, pois os egípcios menosprezavam aos pastores (46:34). Muito tempo antes, D-us havia revelado que seu povo viveria em terra estanha (15:13-16). Agora estava por cumprir-se. José foi o instrumento escolhido para transferir os israelitas para o Egito.
Jacó e sua família descem ao Egito: Gn.46:1-47:27. A partir daqui até ao capitulo 49 Jacó é a pessoa que mais se sobressai e se nota que já era um patriarca digno do novo nome que lhe fora dado em Peniel, Israel (Gn.32:30). Havia passado pela escola do sofrimento, incluindo sua fuga de Esaú, suas dificuldades com Labão, a morte de sua amada Raquel, a humilhação de Dinah e os muitos anos de solidão, durante os quais guardou luto por José. Quase não podia crer na notícia de que José não havia morrido e que era o governado do Egito. Ao ver os carros enviados por Faraó, o patriarca adquiriu ânimo. D-us confirmou-lhe a visão na qual lhe havia indicado ir para o Egito. Por isso não foi para a terra dos Faraós como um refugiado, mas como chefe de uma família que, seguindo a promessa de D-us, converter-se-ia em uma nação. A cena do reencontro do velho pai com seu nobre filho é comovente, para Jacó era como receber um morto ressuscitado. Para José, significava o ponto culminante da aprovação de D-us por sua fé e paciência.
A seguir José apresentou uma delegação de cinco de seus irmãos perante Faraó. Embora este houvesse convidado toda a família a vir para o Egito, José queria estar seguro de que não seria uma decisão passageira de Faraó. Era conveniente que os egípcios soubessem também que Faraó estava perfeitamente de acordo com que se radicassem no Egito.
A forma pela qual José apresentou seu velho pai a Faraó demonstra o profundo respeito que sentia por Jacó e que desejava expressar-lhe a honra mais assinalada. Apresentou ao rei do Egito como se apresentasse um monarca. O rústico e velho pastor demonstrou sua fé e dignidade nessa ocasião. Não se prostrou ante o grande potentado cercado do esplendor da corte egípcia, mas invocou a bênção do eterno sobre ele. Suas palavras a Faraó, “poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida”, contrastam marcadamente com suas palavras proferidas no final de sua carreira: “o D-us que me sustentou desde que eu nasci até este dia; o Anjo que me livrou de todo o mal . . .” (47:9; 48:15, 16). Entre as duas ocasiões, Jacó viu a mão de D-us a operar mediante as circunstâncias e conseqüentemente a auto-avaliação de sua vida mudou de forma radical.
Shabat Shalom !
MSc. Moshe benMazal

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