Parasha - VA’ETCHANAN

28.07.2007 / 13 de Av de 5767.
Parashah – VA’ETCHANAN – Dt.3:23-7:11.
Haftarah – Is.50:1-26.
1. A oração de Moisés para entrar em Canaã: Dt.3:23-29.
“Eterno D-us! Tu começaste a mostrar ao teu servo a Tua grandeza e a Tua forte mão: pois, que D-us há nos céus e na terra que faça Tuas obras, e como Teus feitos extraordinários! Deixa-me passar, rogo-te, e verei a boa terra, que está além do Jordão, este bom monte”.
Apesar da veemente oração de Moisés a D-us, para entrar na Terra Prometida, D-us já o havia advertido ele não entraria, e com esta oração, até irritou-se, pois disse a Moisés que não mais tocasse neste assunto. Apenas permitiu que subisse ao outeiro, levantasse os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para oriente, porque não passaria o Jordão.
 

2. Exortação e obediência. Dt.4:1-43.
Considerando o que havia sucedido à geração anterior, Moisés apela fervorosamente para Israel a fim de que não cometa o mesmo erro, que guarde a Lei e a ponha em ação, pois se obedecesse à Lei, viveria e tomaria posse da Canaã.
Outro motivo para obedecer a D-us era que somente Israel tinha o alto privilégio de ser seu povo. Somente para Israel o Eterno estava tão perto. Havia-lhes falado com voz audível e com eles havia firmado um concerto.
Notamos o zelo de D-us. Como o marido que dá a sua esposa amor sem reserva e exige dela lealdade (Is.54:5; Os.2:16), assim D-us exige a mais absoluta fidelidade de seu povo. Moisés adverte solenemente que o fato de apartar-se de D-us para prestar culto aos ídolos traria como conseqüência à dispersão dos hebreus. Por outro lado, o arrependimento traria restauração.
Quando Moisés fala ao povo, geralmente emprega o pronome “vós” (4:1-8, 11-18. 20-23), mas algumas vezes pensa em seus integrantes individualmente e usa o pronome “tu” (4:9,10; 19:1-21). Em outras oportunidades ele próprio se inclui em sua nação e se expressa com a primeira pessoa do plural “nós” (2:8).
 

3. Os dez mandamentos e sua aplicação. Dt.4:44- 6:3.
Os dez mandamentos eram a base da aliança que o Eterno fez a Israel. Chamam-se “testemunhos” (4:45), pois constituem a revelação do caráter, da vontade e do propósito Divino. A Lei declara que D-us é Uno e Santo. Aponta, também, o caminho que o homem deve seguir para viver em harmonia com o seu Criador e com o próximo.
O decálogo começa com as palavras: “Eu sou o Senhor teu D-us, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (5:6). O Eterno exige obediência porque:
a- É D-us, o Soberano;
b- Estabeleceu relação pessoal com o seu povo. A expressão “Teu D-us” ou sua equivalente encontra-se mais de trezentas vezes no Livro de Deuteronômio e é a base da verdadeira fé. Lembra a relação que existe entre um pai e seus filhos;
c- O Eterno redimiu a seu povo da servidão, portanto espera que os redimidos obedeçam à sua voz.
A diferença ente o decálogo apresentado aqui e o de Êxodo 20 encontra-se no quarto mandamento. Para observar o dia de descanso, Deuteronômio adiciona outra razão além de que o Criador tenha descansado; os israelitas haviam sido resgatados da servidão do Egito e deviam dar a seus servos e animais de trabalho o dia de descanso semanal (5:14,15).
 

4. O grande mandamento! Dt.6:4,5
Conhecemos este versículo por Shemah, pois é a primeira palavra e se traduz por “ouve”. Essa é a oração judaica mais freqüentemente pronunciada, a afirmação mais insistente que os devotos fazem desde a infância até a morte. É a única e sincera declaração de há um só D-us, um só Criador, o Eterno!
 

5. A religião no lar: Dt.6:6-9.
“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos”.
Os pais não devem depender da instrução pública da religião, mas devem instruir os filhos nos lares. Os israelitas muitas vezes falharam neste dever e apostataram na fé, porém pela misericórdia do Eterno, retomavam ao caminho de uma vida com D-us.
Devemos passar a religiosidade aos nossos filhos, desde a mais tenra idade, para que quando maduros tenham uma base sólida, capaz de suportar os ventos de teorias religiosas.
 

6. Advertência contra a idolatria e exortações à obediência. Dt.6:10-7:11.
Moisés previu o perigo de que os israelitas, uma vez estabelecidos na terra de Canaã se esquecessem de seu D-us e servissem a deuses estranhos. Advertiu também a Israel quanto à covardia, quanto à auto-suficiência, e proibiu-lhes buscar acordo com as nações derrotadas. D-us escolheu Israel para ser um povo santo, especial (7:6), “O Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há” (14:2).
 

Shabat Shalom.
 

MSc. Moshe ben Mazal

Parashah - VA’ETCHANAN

28.07.2007 / 13 de Av de 5767.
Parashah – VA’ETCHANAN – Dt.3:23-7:11.
Haftarah – Is.50:1-26.
1. A oração de Moisés para entrar em Canaã: Dt.3:23-29.
“Eterno D-us! Tu começaste a mostrar ao teu servo a Tua grandeza e a Tua forte mão: pois, que D-us há nos céus e na terra que faça Tuas obras, e como Teus feitos extraordinários! Deixa-me passar, rogo-te, e verei a boa terra, que está além do Jordão, este bom monte”.
Apesar da veemente oração de Moisés a D-us, para entrar na Terra Prometida, D-us já o havia advertido ele não entraria, e com esta oração, até irritou-se, pois disse a Moisés que não mais tocasse neste assunto. Apenas permitiu que subisse ao outeiro, levantasse os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para oriente, porque não passaria o Jordão.
 

2. Exortação e obediência. Dt.4:1-43.
Considerando o que havia sucedido à geração anterior, Moisés apela fervorosamente para Israel a fim de que não cometa o mesmo erro, que guarde a Lei e a ponha em ação, pois se obedecesse à Lei, viveria e tomaria posse da Canaã.
Outro motivo para obedecer a D-us era que somente Israel tinha o alto privilégio de ser seu povo. Somente para Israel o Eterno estava tão perto. Havia-lhes falado com voz audível e com eles havia firmado um concerto.
Notamos o zelo de D-us. Como o marido que dá a sua esposa amor sem reserva e exige dela lealdade (Is.54:5; Os.2:16), assim D-us exige a mais absoluta fidelidade de seu povo. Moisés adverte solenemente que o fato de apartar-se de D-us para prestar culto aos ídolos traria como conseqüência à dispersão dos hebreus. Por outro lado, o arrependimento traria restauração.
Quando Moisés fala ao povo, geralmente emprega o pronome “vós” (4:1-8, 11-18. 20-23), mas algumas vezes pensa em seus integrantes individualmente e usa o pronome “tu” (4:9,10; 19:1-21). Em outras oportunidades ele próprio se inclui em sua nação e se expressa com a primeira pessoa do plural “nós” (2:8).
 

3. Os dez mandamentos e sua aplicação. Dt.4:44- 6:3.
Os dez mandamentos eram a base da aliança que o Eterno fez a Israel. Chamam-se “testemunhos” (4:45), pois constituem a revelação do caráter, da vontade e do propósito Divino. A Lei declara que D-us é Uno e Santo. Aponta, também, o caminho que o homem deve seguir para viver em harmonia com o seu Criador e com o próximo.
O decálogo começa com as palavras: “Eu sou o Senhor teu D-us, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (5:6). O Eterno exige obediência porque:
a- É D-us, o Soberano;
b- Estabeleceu relação pessoal com o seu povo. A expressão “Teu D-us” ou sua equivalente encontra-se mais de trezentas vezes no Livro de Deuteronômio e é a base da verdadeira fé. Lembra a relação que existe entre um pai e seus filhos;
c- O Eterno redimiu a seu povo da servidão, portanto espera que os redimidos obedeçam à sua voz.
A diferença ente o decálogo apresentado aqui e o de Êxodo 20 encontra-se no quarto mandamento. Para observar o dia de descanso, Deuteronômio adiciona outra razão além de que o Criador tenha descansado; os israelitas haviam sido resgatados da servidão do Egito e deviam dar a seus servos e animais de trabalho o dia de descanso semanal (5:14,15).
 

4. O grande mandamento! Dt.6:4,5
Conhecemos este versículo por Shemah, pois é a primeira palavra e se traduz por “ouve”. Essa é a oração judaica mais freqüentemente pronunciada, a afirmação mais insistente que os devotos fazem desde a infância até a morte. É a única e sincera declaração de há um só D-us, um só Criador, o Eterno!
 

5. A religião no lar: Dt.6:6-9.
“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos”.
Os pais não devem depender da instrução pública da religião, mas devem instruir os filhos nos lares. Os israelitas muitas vezes falharam neste dever e apostataram na fé, porém pela misericórdia do Eterno, retomavam ao caminho de uma vida com D-us.
Devemos passar a religiosidade aos nossos filhos, desde a mais tenra idade, para que quando maduros tenham uma base sólida, capaz de suportar os ventos de teorias religiosas.
 

6. Advertência contra a idolatria e exortações à obediência. Dt.6:10-7:11.
Moisés previu o perigo de que os israelitas, uma vez estabelecidos na terra de Canaã se esquecessem de seu D-us e servissem a deuses estranhos. Advertiu também a Israel quanto à covardia, quanto à auto-suficiência, e proibiu-lhes buscar acordo com as nações derrotadas. D-us escolheu Israel para ser um povo santo, especial (7:6), “O Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há” (14:2).
 

Shabat Shalom.
 

MSc. Moshe ben Mazal

Parashah - D’VARIM

21.07.2007 / 06 de Av de 5767

Parashah – D’varim Dt.1:1- 3:22.

Hartarah – Is.1:1- 27. A parashah desta semana é a abertura do quinto e último Livro da Torah, assim sendo, estaremos nesta data fazendo uma análise geral do mesmo.

Estas são as palavras que Mosheh falou pata todo Israel.  Atentando para os quatro livros anteriores, notamos a diferença, pois todos contêm: “A Palavra de D-us”. Segundo os estudiosos, entendem que Mosheh deixou-nos a obra de Deuteronômio por iniciativa própria. 

Esta colocação da tomada de decisão de Mosheh não que dizer que D-us não tenha permitido, pois tudo que fazemos são inspirações provindas do lado do bem ou do lado do mal. No caso, as palavras proferidas por Mosheh, sem sombra de dúvida, são palavras inspiradas pelo Espírito de D-us. A conclusão unânime dos exegetas é de que realmente D-us tocou no coração de Mosheh, pois os quatro livros da Torah estariam incompletos, não que Deuteronômio acrescente coisa nova, mas além de repetir resumidamente os princípios emanados de D-us, “debulha” muitos tópicos, que para um leigo leitor, poderia não ficar tão claro. 

Dando-se à leitura de Deuteronômio, iremos ver claramente a sua divisão em quatro partes: A Grande Introdução, Exposição de tópicos importantes, Uma Nova revisão em alguns tópicos expressos na segunda parte e Conclusão que vai desde os atos de Mosheh à eleição de Yhoshua (Josué). Nas próximas semanas, estaremos estudando semanalmente cada uma das parashah que compõem o Livro de Deuteronômio.

Shabat Shalom!

MSc. Moshe ben Mazal

Parashah - MATOT / MASE’EI

14.07.2007 / 28 de Tammuz de 5767.
Parashah – MATOT-MASE’EI – Nm.30:1- 36:13.
Haftarah – Jr.1:1- 2:3; 2:4- 28; 3:4; 4:1,2.
Inicialmente a parashah Matót inicia tratando dos votos, promessas e juramentos que fazemos. Dentro da ótica do Midrash, o simples ato de jurarmos ou prometermos algo, é um pecado. Calcamos tal conclusão quando analisamos o texto encontrado em Dt.23:23. “Porém se te abstiveres de fazer voto, não haverá pecado em ti“, o que se conclui então é que: se fizerdes votos, pecarás, pois toda promessa declara uma confiança ilimitada, isso é, além dos nossos limites, tornando então impossível cumprirmos todas as etapas advindas.
Observando o conteúdo inicial do capitulo trinta e dois, observamos a conduta condenável dos filhos de Ruben e Gad, quando do pedido que suscita a acomodação. Por entenderem que por possuírem gado e que as terras aquém Jordão, Gileade e Yazer recentemente conquistada eram próprias para a criação de gado, foram então até Moisés, pediram não só as terras, mas também que dali para frente, não mais deveriam participar da conquista de toda terra, planejada por D-us já desde Abraão.
No capítulo trinta e três, lemos a recapitulação da parte de Moisés, do trajeto e fatos vivenciados pelos israelitas, desde a sua saída do Egito, até o desterro dos morados de Canaan. De todos os fatos, havia a promessa por parte de D-us, de que se o povo não fizesse, tal com ordenado, os povos que por ali não fossem aniquilados, seriam para o povo de Israel, como que pregos nos seus olhos e cercas de espinhos. Infelizmente o povo não atendeu ao mandado do Eterno, e até aos dias de hoje, ainda pagasse o preço de tal desobediência.
Observando o capitulo trinta e quatro, notamos que antecipadamente D-us está determinando a forma da partilha, pois pela Sua onisciência, sabia de antemão que o povo, não iria se empenhar para obter toda a terra prometida a Abraão. Este desencontro de limites do Israel dado a Abrão, ao obtido pelo aniquilamento, nada mais é fruto de acomodação, falta de visão, desobediência a D-us, e muitos outros fatos que bateram de frente com as ordens passadas a Moisés, da parte de D-us.
Verificando o texto do capítulo seguinte (35), tomamos conhecimento de duas situações ímpares, por assim dizer. A primeira foi à criação de cidades de refúgio e a segunda, o fato de que para condenar alguém, deverá haver testemunhas, observar que está no plural, logo, o depoimento de uma só pessoa não condena ninguém, subtende-se que no mínimo devam ser duas pessoas, já para inocentar, o contexto apresenta a hipótese de que apenas o testemunho de uma só pessoa é suficiente.
Encerramos com esta parashah o quarto Livro da Torah, Bamidbar (no deserto) ou o Livro de Números, assim designado pela Versão dos Setenta, pois quando de sua tradução foi chamado de Aritmói, termo grego que se traduz por Números.
Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal

Parashah - PINCHAS

07.07.2007 / 21 de Tammuz de 5767.
 

Parashah - PINCHAS – Nm. 25:10- 30:1.
Haftarah – I Rs. 18:46- 19:21.
                
Afligireis aos Midianitas, e feri-los-eis (Nm. 25:17).
D-us ordena a guerra contra os Midianitas.
O exegeta Ramban faz esta observação: “porque só contra os Midianitas e não também contra os Moabitas, já que Moab havia contratado Bilam para amaldiçoar Israel?”
Esta diferença se deve, nos diz ele, porque os Moabitas temiam o povo de Israel e o seu medo era um medo material perante o poder de Israel, um temor político, nacional, que pode ter um país contra outro. Os Midianitas pelo contrário odiavam o povo de Israel. As suas terras não estavam no caminho por onde devia passar Israel e seu estado não estava em perigo. Apesar disso trataram de aniquilá-lo, e como não podia fazê-lo, usaram o meio da corrupção a fim de assimilá-lo. Por isso é que contra Midian somente caiu a ira do Eterno.
Por outra parte vemos no Deuteronômio que D-us proibiu Israel fazer guerra a Moab (Dt. 2:9), e o Talmude nos diz a razão: “porque de Moab tinha de nascer Ruth, e de sua descendência o Rei David e finalmente desta extirpe o Messias“.
Estas são as famílias dos filhos de Gad, segundo os que foram deles contados: Quarenta mil e quinhentos (Nm. 26:18).

São muitas as razões porque D-us ordenou contar aqui a congregação dos filhos de Israel. A Midrash escreve que em todo o lugar onde os israelitas tiveram que sofrer alguma mortandade, foram contados, assemelhando-se o caso ao pastor em cujo rebanho  entraram lobos e mataram parte dos carneiros. O pastor os conta para saber quantos ficaram. Uma outra explicação é que os israelitas saindo do Egito foram entregues a Moisés, contados (Êx. 12:37). Agora que Moisés estava no fim de seus dias, ele tinha que entrega-los também contados. Uma terceira razão é que a Torah ao enumerar aqui as famílias de Israel logo após o assunto de ” Peor “, quer mostrar que estas conservaram sempre a sua pureza familiar e integridade moral. O erro de Zimri (Nm. 25:14), foi um dos casos singulares e únicos na história de Israel e por isso causou indignação entre o resto do povo que geralmente, conservou intacta a sua pureza.
Os filhos de Ache, segundo suas famílias: de Yimná, a família de Yimná; de Yishvi a famílias dos Yishvitas; de Beriá, a família dos Beriítas, ( Nm26: 44).

Nota-se que ao citar as famílias, a Escritura Sagrada os denomina em hebraico: “Hanoch, Hahanochi; Palu, Hapalui, etc” (cap. 26:5), para fazer com que a primeira e a última letra do nome hebraico da família, levassem o nome de D-us “Yah”, e fosse assim atribuída ao Eterno. Foi por isso que o Rei David denominou os filhos de Israel como sendo as tribos de D-us “Shibtê Yah” (Sl. 122). Porém no caso da família de Yimnah a Escritura Sagrada não teve a necessidade de dizer “Hayimni” dado que na palavra Yimnah  mesmo, a primeira com a última letra, já formam o nome de D-us.
E vieram as filhas de Tzelofhad, filho de Heber, filho de Gilead, filho de Machir, filho de Manasés, das famílias de Manasse, filho de José; e estes são os nomes de suas filhas: Mahlá, Noá, Hoglá, Milcá e Tirtzá (Nm. 27:1).

Tzelofhad, o pai destas moças que se apresentaram perante Moisés, Eleazar, . . ., reclamando o direito de sua herança, era, segundo o Rabi Aqiba, aquele homem que apanhava lenha no dia de sábado e foi condenado a morte (Nm. 15:32- 36), mas segundo Rabi Simão, ele era um dos que se mostraram temerários para subir ao cume do monte e lutar, mas que caíram mortos pelos Amalekitas e os Cananeus (Nm. 14:44- 45).
E levou Moisés a causa delas ao Eterno (Nm. 27:5).
Segundo o Midrash, as filhas de Tzelofhad se apresentaram primeiro aos capitães de dezenas, os quais se recusaram resolver o caso, dizendo que este competia a uma autoridade superior. Elas consultaram os capitães de cinqüenta que responderam da mesma forma. Seguiram levando o seu caso perante os capitães de centenas e daí por diante, às autoridades superiores, porém todas se declararam incompetentes, até que chegaram a Moisés. O modesto Legislador de Israel, profundo conhecedor dos sentimentos humanos, não querendo ferir a sensibilidade dos capitães consultados, respondeu às filhas de Tzelofhad: “Eu também recuso pronunciar-me a respeito: existe um Juiz mais eminente que eu!” E Moisés levou a causa delas, perante o Eterno.

Que o Eterno, D-us dos espíritos de toda criatura, nomeie um homem sobre a congregação (Nm. 27:16).

D-us mandou Moisés subir ao monte de Abarim e ver a terra que ia dar aos filhos de Israel, informando-o que não teria a ventura de entrar na terra prometida. Moisés, em lugar de recriminar e queixar-se, suplica a D-us para não abandonar o rebanho que lhe foi confiado e que designasse um novo pastor. Eis aqui, um exemplo de sacrifício absoluto à causa pública! Nos ensina o Midrash que os grandes homens deixam de lado os seus próprios interesses, para se ocuparem dos demais.
Quando Moisés pediu um sucessor, dirigiu-se ao Eterno, qualificando-o “D-us dos espíritos de toda a criatura”, pois somente D-us conhece os corações, a inteligência, os sentimentos de cada um, e sabe aquele que é apto para ser chefe. Moisés pede para Israel um guia espiritual que esteja animado do espírito de Divino, isto é, que conheça inteiramente a natureza humana e se adapte ao espírito de cada ovelha de seu rebanho. Este é o guia infalível, o pastor ideal para uma comunidade.
Nesta seqüência de textos anotados e comentados, acredito que muito proveito podemos tirar para aplicar em cada dia, que o nosso Eterno nos dispensa.
Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal