Parashah - KI TAVO

01.09.2007 / 18 de Elul de 5767.
Parashah - KI TAVO– Dt.26:1 - 29:8
Haftarah – Is.40:1 -22
O ponto alto desta parashah, sem desmerecer o tema do capítulo 26, é sem dúvida o tema abordado nos capítulos 27 e 28, Bênçãos e maldições.

Moisés explica pormenorizadamente as bênçãos e as maldições que acompanhavam o pacto do Sinai e convida a nova geração a renová-lo; todavia, a ratificação final do pacto com o Eterno seria feita em Canaã depois de atravessar o Rio Jordão.

1. A promulgação da lei em Ebal: (Cap.27) Ao entrar na terra prometida, Israel tinha de passar pelo vale entre os montes Ebal e Gerizim. Este vale forma um anfiteatro natural, ideal para proclamar a lei ante uma multidão. Aí deviam apresentar sacrifícios de holocausto e ofertas de paz. O holocausto significa consagração, e a oferta de paz, comunhão com D-us. Desta maneira, ao entrar na terra, os israelitas se consagrariam de novo ao Eterno e gozariam da comunhão com seu grande Dirigente Espiritual. Eram atos imprescindíveis para receber o apoio divino e alcançar a vitória sobre os cananeus.
Seis das tribos iam tomar posição sobre as faldas do monte Ebal e as outras seis sobre Gerizim. Quando os levitas lessem as maldições, os israelitas situados na falda de Ebal responderiam com ‘Amém’. Quando se lessem as bênçãos, as tribos que estavam sobre Gerizim responderiam da mesma forma (Js.8:33, 34). Dessa forma, antes de conquistar Canaã, os israelitas teriam gravadas em seus corações as condições que determinariam a bênção ou a maldição. É interessante que o altar devia ser edificado sobre Ebal, o monte da maldição.

2. Sanções da lei, bênçãos e maldições: (Cap.28) Moisés enumera extensamente e com vários detalhes minuciosos as bênçãos e as maldições, de modo que à entrada dos israelitas na terra prometida a escolha de seu destino estava diante deles. A obediência traria bênçãos e a desobediência acarretaria maldição. Se os israelitas houvessem prestado atenção às advertências de Moisés, teriam sido salvos de grandes padecimentos através de sua história.

A obediência traria as seguintes bênçãos a Israel (28:1-14) :
- Prosperidade extraordinária e geral 2-6
- Livramento dos inimigos 7
- Abundância de produção 8, 11, 12
- Bênçãos 9, 10
- Proeminência entre as nações 1, 10, 13

A desobediência traria as seguintes maldições ( 28:15-68) :
- Maldições pessoais 16-20
- Pestes 21, 22
- Estiagem 23, 24
- Derrota nas guerras 25-33
- Pragas 27, 28, 35
- Calamidades 29
- Cativeiro 36-46
- Invasões dos inimigos 45-47
- Devastação da terra, 47-52. (Cumpriu-se nas invasões dos assírios e babilônicos)
- Canibalismo em tempo do cerco, 53-57. (II Rs.6:28; Lm.2:20)
- Pragas 58-62
- Dispersão entre as nações 63-68

Várias vezes houve dispersões (diásporas): em 722 aeC, quando os assírios tomaram Samaria; em 597- 586 aeC, com a chegada dos babilônios, e em 70 eC com os romanos. Descreve-se com precisão em 28:68 o que aconteceu no ano 70 eC, quando Tito destruiu Jerusalém e vendeu os judeus como escravos.
O Exegeta Halley observa que este capítulo “esboça toda a história futura da nação hebréia e pinta em cores vívidas o cativeiro babilônico e a destruição nas mãos dos romanos. Forma uma das evidências mais surpreendentes e indiscutíveis da inspiração divina da Tanach (Bìblia)”.
Pode até causar espanto o comentário desta parashah, mas à luz da Teologia, o que escrito está, é apenas a simples “revelação do filme, ao longo do tempo, da última foto tirada por Moisés”.
Shabat Shalom !
MSc. Moshe be Mazal

Ano Novo Judaico - 5768

cid_016501c7ea464dc0a6b00301a8c0pentium.jpgASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação e CCMA – Centro Cultural Mordechai Anilevitch convidam para uma celebração laica do Ano Novo Judaico de 5768

Programa

* Show da cantora Clarita Paskin, acompanhada pelo tecladista Haroldo Goldfarb.
* Dança coordenada pelos coreógrafos do Hashomer Hatzair.
* Sorteio de brindes.
* Farto serviço de comes e bebes.

Dia 5 de setembro, quarta-feira, às 20 horas, na sede do Hashomer Hatzair (rua das Palmeiras, 54 – Botafogo).

Ingressos a R$ 15 (adultos) e 1 kg de alimentos não-perecíveis (jovens).

Informações e reservas:

CCMA: Clara ou Rebeca (2527-5497).

ASA: Natalia (2539-7740 ou 2535-1808, das 9 às 18 horas).

A História da Kabbalah e do Zohar

O primeiro Kabbalista que conhecemos foi o patriarca Abraham. Ele viu as perplexidades da existência humana, fez perguntas ao Criador, e os mundos superiores se revelaram para ele. O conhecimento que ele adquiriu, e o método usado nessa aquisição, ele transmitiu para as próximas gerações. A Kabbalah foi transmitida entre os Kabbalistas oralmente por muitos séculos. Cada Kabbalista adicionou sua experiência única e sua personalidade a esse conjunto de conhecimento acumulado. Suas realizações espirituais foram descritas em linguagem apropriada para as almas de suas gerações.

A Kabbalah continuou a se desenvolver depois que a Bíblia (os Cinco Livros de Moisés) foi escrita. No período entre o Primeiro e o Segundo Templos (586 aec – 515 aec), já era estudada em grupos. Após a destruição do Segundo Templo (70 ec) e até a geração atual, houve três períodos particularmente importantes no desenvolvimento da Kabbalah, durante os quais foram elaborados os mais importantes escritos sobre o seu estudo.

O primeiro período ocorreu durante o 2o século, quando o Rabbi Shimon Bar Yochai (o Rashbi) escreveu o livro do Zohar. Isso aconteceu por volta do ano 150 da era comum. O Rabbi Shimon era um discípulo do famoso Rabbi Akiva (40ec – 135ec). O Rabbi Akiva e vários de seus discípulos foram torturados e mortos pelos romanos, que se sentiam ameaçados pelo ensinamento da Kabbalah. Eles esfolaram sua pele até os ossos com uma escova de aço para cavalos (como o atual ancinho). Em seguida à morte de 24.000 discípulos do Rabbi Akiva, o Rashbi foi autorizado pelo Rabbi Akiva e pelo Rabbi yehuda Ben Aba a ensinar a Kabbalah às gerações futuras, tal como tinha sido ensinada a ele. O Rabbi Shimon Bar Yochai e quatro outros foram os únicos a sobreviver. Após a captura e prisão do Rabbi Akiva, o Rashbi escapou com seu filho, Elazar. Eles se esconderam numa caverna por 13 anos.

Eles saíram da caverna com o Zohar, e com um método consolidado para estudar Kabbalah e atingir a espiritualidade. O Rashbi atingiu os 125 níveis que o homem pode alcançar durante sua vida neste mundo. O Zohar nos conta que ele e seu filho alcançaram o nível chamado ‘Eliahu o Profeta’, o que significa que o próprio Profeta os ensinou.

O Zohar foi escrito de uma forma especial e única, a forma das parábolas, em aramaico – uma língua falada nos tempos bíblicos. O Zohar nos conta que o aramaico é o ‘inverso do hebraico’, o lado oculto do hebraico. O Rabbi Shimon Bar Yochai não escreveu, ele mesmo; ele transmitiu a sabedoria e o modo de alcançá-la de um modo organizado, ditando o conteúdo ao Rabbi Aba. Aba escreveu novamente o Zohar de um tal modo que somente aqueles que fossem merecedores pudessem compreendê-lo.

O Zohar explica que o desenvolvimento humano divide-se em 6.000 anos, durante os quais a alma atravessa um contínuo processo de desenvolvimento, a cada geração. No fim do processo as almas alcançarão uma posição chamada ‘o fim da correção’, isto é, o nível mais alto de espiritualidade e plenitude.

O Rabbi Shimon Bar Yochai foi um dos maiores de sua geração. Ele escreveu e interpretou muitos assuntos Kabbalisticos, que foram publicados e são bastante conhecidos até os dias de hoje. Por outro lado, o livro do Zohar desapareceu após ter sido escrito.

Segundo a lenda, os escritos do Zohar foram mantidos ocultos numa caverna próxima de Safed, em Israel. Eles somente foram encontrados muitas centenas de anos após, por árabes que moravam naquela área. Um Kabbalista de Safed comprou peixe no mercado um dia, e surpreendeu-se quando descobriu o valor imensurável do papel em que o peixe vinha embrulhado. Ele imediatamente comprou as demais folhas de papel dos árabes, e reuniu-as em um livro.

Isso aconteceu porque a natureza das coisas ocultas é tal que elas precisam ser descobertas no momento apropriado, quando almas apropriadas tiverem reencarnado e entrado no nosso mundo. Foi assim que o Zohar pôde ser revelado após tanto tempo.

O estudo desses escritos foi conduzido em segredo por pequenos grupos de Kabbalistas. A primeira publicação do livro foi efetuada pelo Rabbi Moshe de Leon, no século XIII, na Espanha.

O Segundo período do desenvolvimento da Kabbalah é muito importante para a nossa geração. Esse foi o período do ‘ARI’, Rabbi Yitzchak Luria, que criou a transição entre os dois métodos do estudo da Kabbalah. A primeira vez em que a pura linguagem da Kabbalah apareceu foi nos escritos do Ari. O Ari proclamou o início de um período de estudo massivo e aberto da Kabbalah.

O Ari nasceu em Jerusalém em 1534. Era criança quando seu pai morreu, e sua mãe o levou para o Egito, onde ele cresceu na casa de seu tio. Durante sua vida no Egito, ele se sustentava com o comércio, mas dedicava a maior parte do seu tempo a estudar Kabbalah. A lenda diz que ele passou sete anos isolado na ilha de Rodes, no Nilo, onde ele estudou o Zohar, livros dos primeiros Kabbalistas e escritos de um outro Rabbi de sua geração, o ‘Ramak’, Rabbi Moshe Cordovero.

Em 1570 o Ari chegou a Safed, Israel. Apesar de sua juventude, ele imediatamente começou a ensinar Kabbalah. Sua grandeza foi logo reconhecida; todos os sábios de Safed, que eram muito versados na Sabedoria oculta e revelada, vieram estudar com ele, e ele se tornou famosos. Por ano e meio seu discípulo, o Rabbi Chaim Vital, anotou as respostas a muitas questões que surgiram durante seus estudos.

O Ari nos deixou um sistema básico para o estudo da Kabbalah, que ainda é usado hoje. Alguns desses escritos foram Etz haChayim (a árvore da vida), Sha’ar haKavanot (o portal das intenções), Sha’ar haGilgulim (o portal das reencarnações) e outros. O Ari morreu em 1572, ainda jovem. Segundo sua última vontade, seus escritos foram arquivados, para que sua doutrina não fosse revelada antes que chegasse a época certa.

Os grandes Kabbalistas forneceram o método e o ensinaram, mas sabiam que sua geração ainda não seria capaz de apreciar sua dinâmica. Assim, muitas vezes eles preferiram esconder, ou até queimar seus escritos. Sabemos que o Baal haSulam queimou e destruiu a maior parte de seus escritos. É especialmente significativo este fato, de que o conhecimento tenha sido escrito em papel, e a seguir, destruído. O que quer que tenha sido revelado no mundo material afeta o futuro, e é revelado com mais facilidade da segunda vez.

O Rabbi Vital ordenou que outras partes dos escritos do Ari fossem escondidas e enterradas com ele. Uma parte foi entregue ao seu filho, que organizou os famosos escritos, os Oito Portais. Muito mais tarde, um grupo de estudiosos liderados pelo neto do Rabbi Vital retirou outra parte dos escritos do túmulo.

O estudo do Zohar em grupos começou abertamente durante o período do Ari e então, prosperou por dois séculos. No grande período da Chassidut (1750 até o fim do século XIX), quase todo grande rabbi era um Kabbalista. Apareceram Kabbalistas, principalmente na Polônia, na Rússia, no Marrocos, no Iraque, no Yemen e em vários outros países. Então, no começo do século XX, o interesse em Kabbalah enfraqueceu até desaparecer quase completamente.

O terceiro período do desenvolvimento da kabbalah contém um método adicional às doutrinas do Ari, escrito nesta geração pelo Rabbi Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (escada), sobre o Zohar e os ensinamentos do Ari. Esse método é particularmente apropriado para as almas da geração atual.

O Rabbi Yehuda Ashlag é conhecido como o ‘Baal haSulam’, por causa de sua obra Sulam do Zohar. Ele nasceu em Lodz, Polônia, em 1885; absorveu um profundo conhecimento da lei escrita e oral em sua juventude e mais tarde, tornou-se um juiz e professor em Varsóvia. Em 1921 ele imigrou para Israel com sua família, e tornou-se o rabbi de Givat Shaul em Jerusalém. Ele já estava ocupado em escrever sua própria doutrina quando começou a esboçar o comentário sobre o Zohar em 1943. O Baal haSulam acabou de escrever seu comentário sobre o Zohar em 1953. Ele morreu no ano seguinte e foi enterrado em Jerusalém, no cemitério Givat Shaul.

Seu filho mais velho, o Rabbi Baruch Shalom Ashlag, o ‘Rabash’, tornou-se seu sucessor. Seus livros estão estruturados de acordo com as instruções de seu pai. Eles foram elaborados sobre os escritos do seu pai, de modo a facilitar a compreensão desses comentários para a nossa geração.

O Rabash nasceu em Varsóvia em 1907 e imigrou para Israel com seu pai. Somente após o Rabbi Baruch ter-se casado, seu pai o incluiu no grupo seleto de estudantes da sabedoria secreta da Kabbalah. Logo após ele foi autorizado a dar aulas aos novos alunos do seu pai.

Em seguida ao falecimento de seu pai, o Rabbi Baruch assumiu a tarefa de continuar ensinando o método especial que ele havia aprendido. Apesar de suas grandes realizações, assim como seu pai, ele insistiu em manter um modo de vida muito modesto. Durante sua vida ele trabalhou como sapateiro, operário de construção e balconista. Externamente, ele viveu como uma pessoa comum, mas devotou cada momento livre para estudar e ensinar Kabbalah. O Rabash faleceu em 1991.

O Rabbi Yehuda Ashlag, o Baal HaSulam, é reconhecido como o líder espiritual de nossa geração. Ele é o único nesta geração que escreveu um comentário completamente abrangente e atualizado sobre o Zohar e os escritos do Ari. Esses livros, mais os ensaios do Rabbi Baruch Ashlag, são a única fonte que podemos usar para nos ajudar em nosso progresso.

Quando nós estudamos os seus livros, nós estamos de fato estudando o Zohar e os escritos do Ari, através de comentários mais recentes (dos últimos 50 anos). Essa é uma proteção para a nossa geração, pois nos possibilita estudar textos antigos como se tivessem sido escritos agora, e usá-los como trampolim para a espiritualidade.

O método do Baal hasulam serve para todos, e a sulam (escada) que ele construiu com seus escritos nos assegura que nenhum de nós deve temer o estudo da Kabbalah. Qualquer um que estude Kabbalah pode ter certeza de que dentro de três a cinco anos será capaz de atingir as esferas espirituais, todas as realidades e o divino entendimento, o nome dado ao que está acima e além de nós, e que ainda não conseguimos sentir. Se estudarmos de acordo com os livros do Rabbi Yehuda Ahslag, o Baal haSulam, poderemos atingir a verdadeira correção.

O método de estudo foi construído de modo a despertar em nós o desejo de compreender os mundos superiores. Nós recebemos um grande desejo de entender nossas raízes, como nos conectarmos com elas. Então nós recebemos o poder de melhorar e preencher a nós mesmos.

Todos os três grandes Kabbalistas são a mesma alma, que apareceu primeiro como Rabbi Shimon, numa segunda ocasião como o Ari, e pela terceira vez, como o Rabbi Yehuda Ashlag. Em cada ocasião, tinha chegado a época para uma revelação a mais, porque as pessoas daquelas gerações o mereciam, e essa alma desceu para ensinar o método apropriado para cada geração.

Cada geração é cada vez mais merecedora de descobrir o Zohar. O que foi escrito pelo Rabbi Shimon Bar Yochai e oculto, foi posteriormente descoberto pela geração do Rabbi Moshe de Leon, e depois pelo Ari, que começou a interpretar isto na linguagem da Kabbalah. Esses escritos também foram guardados e parcialmente redescobertos quando chegou a época certa. Nossa geração tem o privilégio de aprender do Sulam, que agora permite a cada um estudar Kabbalah e corrigir-se.

Vemos que o Zohar fala para cada geração. Em cada geração ele se revela mais e é melhor compreendido que na geração precedente. Cada geração abre o livro do Zohar de um modo único, apropriado para as raízes de sua alma especial.

Ao mesmo tempo, é importante que seja feita uma tentativa de reservar os escritos Kabbalísticos, de modo que aqueles que sentem a necessidade de buscar por eles os encontrem por si mesmos. Os Kabbalistas sabem, evidentemente, que o processo de mudança requer duas condições: o tempo correto, e a maturidade da alma. Nós estamos testemunhando uma ocorrência muito interessante, caracterizada pela irrupção e sinalização de uma nova era no estudo da Kabbalah.

Do livro “A guide to the Hidden Wisdom of the Kabbalah”, de Rav Laitman, Capitulo 4

Lei islâmica em Gaza

Os dirigentes do Hamas na Faixa de Gaza estão pressionando os cristãos locais a converterem-se ao islã ou abandonarem a região.

As acusações surgem em menos de uma semana depois que notícias revelarem que a mais importante mulher acadÊMIca de Gaza teria sido demitida, forçada a converter-se ao islã e casar-se com um muçulmano.

Sana Al Sayegh, nascida cristã, continua sendo responsável pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade da Palestina, na cidade de Gaza. Seus colegas, simpatizantes do Hamas estão por trás da sua conversão forçada ao islã.

O Hamaz, ainda, ofereceu-se para comutar em um ano a penas dos prisioneiros que deixarem crescer a barba e que memorizarem pelo menos cinco capítulos do Corão.

Pouco mais de 2 mil cristão ainda vivem na Faixa de Gaza, entre uma população de 1,5 milhões de muçulmanos. Quando o grupo terrorista tomou o controle da regiãoi, um dos líderes avisou aos cristãos que teriam de submeter-se estritamente à lei islâmica.

Parashah - KI TETZE

25.08.2007 / 11 de Elul de 5767.

Parashah : Ki Tetzé - Dt.21:10 – 25:19
Haftarah : Is.54:1 – 10

A presente parashah trata de várias leis de conduta, é uma seqüência da parashah anterior, pois aborda questões como escravidão, divórcio, das proibições de relações sexuais entre determinadas pessoas com laços de parentesco, dos eunucos, dos que derramam sêmen de forma deficiente, a higiene com relação ao lugar em que habitam especialmente com relação ao lugar em que defecam (Dt.23:13), a questão de cobrar juros, o pagamento do salário justo.

Com relação à escravidão, afirma-se que não existia em grande escala como em outras nações, pois as leis mosaicas quanto a esta infelicidade, eram humanitárias. D-us permitiu estes abusos porque os hebreus ainda não estavam preparados para a elevada moral.

Quanto ao divórcio, era tolerado, mas muito restrito (Dt.21:10-17; 23:15,16; 24:1-4; Ex.21:2-11). Moisés não instituiu o divórcio, mas tolerava um costume arraigado já em Israel. A lei mosaica aliviava um pouco sua injustiça, pois obrigava o homem a ter uma causa justificável para repudiar sua mulher, obrigando-lhe a dar um certificado legal de repúdio. O repúdio da mulher limitava-se a uma única causa: haver o marido descoberto nela alguma “coisa indecente” (24.1). Embora não seja explícito o que é uma coisa indecente, fica claro que era prostituição. Se o homem repudiava sua mulher, ela tinha a possibilidade de casar-se com outro homem, porém nunca mais com seu primeiro marido. Era uma advertência contra o divórcio precipitado. À semelhança de outros males, o divórcio era permitido “por causa da dureza dos vossos corações”.

Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal

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