Parashah - MATOT

26 de Julho de 2008 / 23 de Tamuz de 5768.
Parashah – MATÓT – Nm.30:2- 32:42.
Haftarah – Jr.1:1- 2:3
Inicialmente a parashah Matót inicia tratando dos votos, promessas e juramentos que fazemos. Dentro da ótica do Midrash, o simples ato de jurarmos ou prometermos algo, é um pecado. Calcamos tal conclusão quando analisamos o texto encontrado em Dt.23:23. “Porém se te abstiveres de fazer voto, não haverá pecado em ti“, o que se conclui então é que: se fizerdes votos, pecarás, pois toda promessa declara uma confiança ilimitada, isso é, além dos nossos limites, tornando então impossível cumprirmos todas as etapas advindas.
Observando o conteúdo inicial do capitulo trinta e dois, observamos a conduta condenável dos filhos de Ruben e Gad, quando do pedido que suscita a acomodação. Por entenderem que por possuírem gado e que as terras aquém Jordão, Gileade e Yazer recentemente conquistada eram próprias para a criação de gado, foram então até Moisés, pediram não só as terras, mas também que dali para frente, não mais deveriam participar da conquista de toda terra, planejada por D-us já desde Abraão.
No capítulo trinta e três, lemos a recapitulação da parte de Moisés, do trajeto e fatos vivenciados pelos israelitas, desde a sua saída do Egito, até o desterro dos moradores de Canaan. De todos os fatos, havia a promessa por parte de D-us, de que se o povo não fizesse tal com ordenado, isto é, os povos que por ali não fossem aniquilados, seriam para o povo de Israel como que pregos nos seus olhos e cercas de espinhos. Infelizmente o povo não atendeu ao mandado do Eterno, e até aos dias de hoje, ainda se paga o alto preço de tal desobediência.
Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal

Bíblia é impressa em placa de ouro de meio milímetro

Nanobíblia possui 10 milhões de caracteres

O Instituto de Tecnologia Russel Berrié de Haifa, em Israel, imprimiu o texto completo da Bíblia, em hebraico, em um segmento de silício revestido de ouro com área de meio milímetro quadrado. O projeto pode trazer avanços nas técnicas utilizadas para conservar grandes quantidades de informação em espaços reduzidos.

De acordo com a agência Ansa, a impressão foi realizada com instrumentos criados no próprio instituto. Feixes iônicos extremamente focados foram usados para imprimir o texto - em torno de 10 milhões de caracteres -, sob a direção do professor Uri Sivan.

Fonte: Terra

Histórias da Bíblia serão contadas via celular nas Filipinas

Uma versão digitalizada do Novo Testamento em mangá, o estilo japonês de fazer histórias em quadrinhos, será transmitida via celular nas Filipinas. A Conferência Episcopal das Filipinas vai divulgar a Bíblia através de celulares, usando frases e breves desenhos animados com histórias do Novo Testamento em forma de mangá, muito popular entre os jovens do país.

O projeto foi realizado pela comissão episcopal para o apostolado bíblico, encarregada da divulgação do Livro Sagrado, visando uma difusão maior da mensagem cristã para o público mais jovem. “É um jeito de estar perto das novas gerações e do seu modo de comunicar, transmitindo a mensagem do evangelho, de uma maneira divertida, mesmo para quem não pode ir à igreja”, comentou o secretário da comissão, padre Oscar Alunday.

Mensagem de texto

O clero filipino decidiu usar novos métodos de evangelização ao examinar as estatísticas sobre o conhecimento da Bíblia no país.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2006 pela Sociedade Bíblica nacional, 60% da população filipina não lê a Bíblia, apesar do catolicismo ser a religião principal. Dos 90 milhões de habitantes, 80% se dizem católicos.

A ativação do serviço será feita por meio de uma mensagem de texto gratuita, O custo é de 8 centavos de euro e cada mensagem contém um texto, além de uma animação para os celulares que podem receber vídeos.

Super-herói

Na Inglaterra, a história de Jesus Cristo apresentado como um super-herói em quadrinhos, está conquistando o público jovem. Manga Bible, lançado no ano passado, vendeu 30 mil cópias e foi definido como “brilhante e inteligente” pelo arcebispo de Canterbury, Rowan William.

O autor dos quadrinhos é Ajinbayo Akinsiku, 42 anos, conhecido como Siku. Nos desenhos, Siku usa cores fortes e cenas de ação, em que Jesus Cristo aparece como um super-herói solitário e estrangeiro. Tem cabelos compridos e veste uma túnica esvoaçante e às vezes aparece sombrio e até assustador.

“Jesus não é bonzinho neste mangá. No deserto ele chega ser mais assustador que o diabo”, explica o cartunista.

O Vaticano não se manifestou oficialmente sobre estas versões do Novo Testamento. O responsável pelo setor que se ocupa das comunicações sociais da Santa Sé, admitiu que não tem conhecimento destas duas iniciativas, mas considerou que elas podem ter um efeito positivo na divulgação da fé cristã.

“Não vejo problemas em usar os meios de hoje para transmitir aos jovens conteúdos fundamentais, é positivo. Isso não quer dizer que tudo o que se faz seja ótimo porque há perigo de banalização da mensagem”, alertou o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontificio Conselho para as Comunicações Sociais.

Fonte: Terra

Antigo manuscrito da Bíblia estará disponível na web

Mais de 1,6 mil anos depois de ser escrita em grego, uma das cópias mais antigas da Bíblia se tornará globalmente acessível via Internet pela primeira vez esta semana.

A partir de amanhã, partes da Codex Sinaiticus, que contém o Novo Testamento mais velho e completo, estarão disponíveis na Internet, afirmou a Universidade de Leipzig, um dos quatro conservadores do texto antigo.

Imagens em alta resolução do Evangelho de Marcos, diversos livros do Velho Testamento e observações dos trabalhos feitos ao longo de séculos estarão em www.codex-sinaiticus.net, num primeiro passo para a publicação online integral do manuscrito até julho próximo.

Ulrich Johannes Schneider, diretor da Biblioteca da Universidade de Leipzig, afirmou que a publicação online do Codex permitirá que qualquer um estude uma peça “fundamental” para os cristãos.

Alguns textos estarão disponíveis com traduções em inglês e alemão, acrescentou.

Especialistas acreditam que o documento, datado de aproximadamente do ano 350, possa ser a cópia mais antiga conhecida da Bíblia, junto com o Codex Vaticanus, outra versão antiga da Bíblia, colocou Schneider.

“Acho que é fantástico que graças à tecnologia agora podemos tornar acessíveis os artefatos culturais mais antigos - aqueles que de tão preciosos não poderiam ser vistos por ninguém - numa qualidade realmente alta”, explicou Schneider.

Fonte: Terra

Parashah - PINCHAS

19 de Julho de 2008 / 16 de Tamuz de 5768.
Parashah - PINCHAS – Nm. 25:10- 30:1.
Haftarah – I Rs. 18:46- 19:21.
Afligireis aos Midianitas, e feri-los-eis (Nm. 25:17).
D-us ordena a guerra contra os Midianitas.
O exegeta Ramban faz esta observação: “porque só contra os Midianitas e não também contra os Moabitas, já que Moab havia contratado Bilam para amaldiçoar Israel?”
Esta diferença se deve, nos diz ele, porque os Moabitas temiam o povo de Israel e o seu medo era um medo material perante o poder de Israel, um temor político, nacional, que pode ter um país contra outro. Os Midianitas pelo contrário odiavam o povo de Israel. As suas terras não estavam no caminho por onde devia passar Israel e seu estado não estava em perigo. Apesar disso trataram de aniquilá-lo, e como não podia fazê-lo, usaram o meio da corrupção a fim de assimilá-lo. Por isso é que contra Midian somente caiu a ira do Eterno.
Por outra parte vemos no Deuteronômio que D-us proibiu Israel fazer guerra a Moab (Dt. 2:9), e o Talmude nos diz a razão: “porque de Moab tinha de nascer Ruth, e de sua descendência o Rei David e finalmente desta extirpe o Messias“.
Estas são as famílias dos filhos de Gad, segundo os que foram deles contados: Quarenta mil e quinhentos (Nm. 26:18).

São muitas as razões porque D-us ordenou contar aqui a congregação dos filhos de Israel. A Midrash escreve que em todo o lugar onde os israelitas tiveram que sofrer alguma mortandade, foram contados, assemelhando-se o caso ao pastor em cujo rebanho  entraram lobos e mataram parte dos carneiros. O pastor os conta para saber quantos ficaram. Uma outra explicação é que os israelitas saindo do Egito foram entregues a Moisés, contados (Êx. 12:37). Agora que Moisés estava no fim de seus dias, ele tinha que entrega-los também contados. Uma terceira razão é que a Torah ao enumerar aqui as famílias de Israel logo após o assunto de ” Peor “, quer mostrar que estas conservaram sempre a sua pureza familiar e integridade moral. O erro de Zimri (Nm. 25:14), foi um dos casos singulares e únicos na história de Israel e por isso causou indignação entre o resto do povo que geralmente, conservou intacta a sua pureza.
Os filhos de Ache, segundo suas famílias: de Yimná, a família de Yimná; de Yishvi a famílias dos Yishvitas; de Beriá, a família dos Beriítas, ( Nm26: 44).

Nota-se que ao citar as famílias, a Escritura Sagrada os denomina em hebraico: “Hanoch, Hahanochi; Palu, Hapalui, etc” (cap. 26:5), para fazer com que a primeira e a última letra do nome hebraico da família, levassem o nome de D-us “Yah”, e fosse assim atribuída ao Eterno. Foi por isso que o Rei David denominou os filhos de Israel como sendo as tribos de D-us “Shibtê Yah” (Sl. 122). Porém no caso da família de Yimnah a Escritura Sagrada não teve a necessidade de dizer “Hayimni” dado que na palavra Yimnah  mesmo, a primeira com a última letra, já formam o nome de D-us.
E vieram as filhas de Tzelofhad, filho de Heber, filho de Gilead, filho de Machir, filho de Manasés, das famílias de Manasse, filho de José; e estes são os nomes de suas filhas: Mahlá, Noá, Hoglá, Milcá e Tirtzá (Nm. 27:1).

Tzelofhad, o pai destas moças que se apresentaram perante Moisés, Eleazar, . . ., reclamando o direito de sua herança, era, segundo o Rabi Aqiba, aquele homem que apanhava lenha no dia de sábado e foi condenado a morte (Nm. 15:32- 36), mas segundo Rabi Simão, ele era um dos que se mostraram temerários para subir ao cume do monte e lutar, mas que caíram mortos pelos Amalekitas e os Cananeus (Nm. 14:44- 45).
E levou Moisés a causa delas ao Eterno (Nm. 27:5).
Segundo o Midrash, as filhas de Tzelofhad se apresentaram primeiro aos capitães de dezenas, os quais se recusaram resolver o caso, dizendo que este competia a uma autoridade superior. Elas consultaram os capitães de cinqüenta que responderam da mesma forma. Seguiram levando o seu caso perante os capitães de centenas e daí por diante, às autoridades superiores, porém todas se declararam incompetentes, até que chegaram a Moisés. O modesto Legislador de Israel, profundo conhecedor dos sentimentos humanos, não querendo ferir a sensibilidade dos capitães consultados, respondeu às filhas de Tzelofhad: “Eu também recuso pronunciar-me a respeito: existe um Juiz mais eminente que eu!” E Moisés levou a causa delas, perante o Eterno.

Que o Eterno, D-us dos espíritos de toda criatura, nomeie um homem sobre a congregação (Nm. 27:16).

D-us mandou Moisés subir ao monte de Abarim e ver a terra que ia dar aos filhos de Israel, informando-o que não teria a ventura de entrar na terra prometida. Moisés, em lugar de recriminar e queixar-se, suplica a D-us para não abandonar o rebanho que lhe foi confiado e que designasse um novo pastor. Eis aqui, um exemplo de sacrifício absoluto à causa pública! Nos ensina o Midrash que os grandes homens deixam de lado os seus próprios interesses, para se ocuparem dos demais.
Quando Moisés pediu um sucessor, dirigiu-se ao Eterno, qualificando-o “D-us dos espíritos de toda a criatura”, pois somente D-us conhece os corações, a inteligência, os sentimentos de cada um, e sabe aquele que é apto para ser chefe. Moisés pede para Israel um guia espiritual que esteja animado do espírito de Divino, isto é, que conheça inteiramente a natureza humana e se adapte ao espírito de cada ovelha de seu rebanho. Este é o guia infalível, o pastor ideal para uma comunidade.
Nesta seqüência de textos anotados e comentados, acredito que muito proveito podemos tirar para aplicar em cada dia, que o nosso Eterno nos dispensa.
Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal

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