Parashah - RE’E

30 de Agosto de 2008 / 29 de Av de 5768.
Parashah – RE’E: Dt.11:26– 16:17.
Haftarah: Is.54:11 – 55:5.
Vede que ponho, diante de vós, hoje, a bênção e a maldição; a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Eterno vosso D-us, que eu vos ordeno hoje; e a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Eterno, vosso D-us, e vos desviardes do caminho que eu vos ordeno hoje, para seguirdes outros deuses que não conhecestes. Dt.11:26-28
Ao iniciarmos a leitura da presente parashah, chamamos a atenção para os primeiros versículos algo de suma importância. Se atentarmos ainda para o texto que encontramos em Dt.30:19, Os céus e a terra, tomo hoje por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a benção e a maldição: escolhe, pois a vida, para que vivas . . .  Fica muito clara a nossa liberdade de escolha, ou seja, o livre arbítrio individual. Lembramos, entretanto da responsabilidade individual da escolha.
Sendo Torah a bússola indicadora do Norte Divino, seu ponteiro aponta de forma misericordiosa ao povo, dois pontos, o caminho do bem e o do mal. Não é fácil a escolha de qual caminho correto tomar, pois um destes caminhos é confortável, largo, há multidões andando junto, tudo é fácil para o viajor. Na medida em que o tempo passa, que se avança, inicia-se uma tênue sensação de desconforto, com uma sinuosidade aqui, outra acolá, os obstáculos, diminuindo a luminosidade, diminuindo o vozerio dos andantes, ficando por fim tudo lúgubre, triste. Escolhendo o outro caminho, íngreme, traçado entre vales e rochas, é com certeza um caminho mais difícil, mas sem dúvida sempre encontraremos um cajado para melhor nos apoiarmos, é com certeza o melhor caminho, pois ele nos conduz ao encontro do nosso Pastor, para a coroação da missão individualmente cumprida.
Sempre o primeiro contato, o primeiro contato é que fica, e como nos enganamos com a famosa primeira aparência. As aparências enganam muito mais vezes do que acertam. Por tal razão é que a Torah nos admoesta, ensina-nos a escolher o caminho verdadeiro, o que nos trás vida e vida em abundância.
E ali comereis diante do Eterno, vosso D-us, e vos alegrareis, vós e vossas casas com tudo o que possuís, pelo qual abençoou o Eterno, vosso D-us. Dt.12:7
A Torah ensina-nos que para tudo há lugar certo de ser feito. O oferecer sacrifícios também tem lugar certo, no caso D-us, definiu para todo o povo de Israel que o lugar escolhido por Ele era em Shiló, junto à tribo de Benjamim, posteriormente D-us redefiniu por questões óbvias ser em Jerusalém. Como D-us não é totalmente estanque, podia ser feito sacrifício, em caráter excepcional. Nos diz Rashi, que pela ordem de um profeta, segundo aconteceu com o profeta Elias, prestou sacrifício a D-us no monte Carmel, conforme lemos no livro de I Rs.18:30-39.
Somente o sangue, não comereis; sobre a terra o vertereis como a água. Dt.12:16
Encontramos na Torah repetidas vezes o não comer ou beber sangue. Só o fato de o povo judeu observar os mandamentos da Torah, é suficiente para contrapor as calúnias atribuídas ao povo de Israel, sobre os infames comentários de sacrifícios de criancinhas no ritual da Páscoa.
Estejas alerta desde antes que chegue o mês da primavera; e celebrarás a Páscoa ao Eterno, teu D-us; porque no mês da primavera, de noite, te tirou o Eterno, teu D-us, do Egito. E santificarás a Páscoa ao Eterno, teu D-us, do rebanho, e do gado, no lugar que escolher o Eterno para ali fizer habitar Seu Nome. Dt.16:1,2
O cordeiro pascal, que podia ser um cabrito ou também gado vacum, como sacrifício festivo, denominado “Haguigah”. Do capítulo dezesseis até o versículo dezessete, trata-se das três festas denominadas Shalosh Regalim, onde cada festa tem relação direta com as duas outras, Pessach, a saída do Egito, a libertação; Shavuot é a constituição moral e espiritual de Israel, e Sucot, a sua constituição civil e territorial. Todas três, ainda hoje, são festas de alegria e épocas de regozijo, porque a prática das três nos faz estar na presença de D-us, da natureza e da nossa milagrosa história. Pessach é a primavera da nossa liberdade como povo, é o elo da união com a solenidade do sacrifico do cordeiro pascal, onde levamos a oferenda do Ômer, no Templo. Shavuot que é o nosso verão espiritual e moral, recebe-se a Lei Divina e depositamos as primícias dos nossos campos. Sucot é o nosso duplo outono, rememoramos as cabanas, as viagens dos nossos pais pelo deserto, e levamos a Jerusalém o dízimo das nossas colheitas.
E alegrar-te-ás, na tua festa, tu, e teu filho, e tua filha, e teu servo, e tua serva, e o Levita, e o peregrino, e o órfão e a viúva, que estão nas tuas cidades. Dt.16:14]
A sidrah de Re’eh desperta em nós o primeiro e mais sagrado dever social; a obrigatoriedade de socorrermos o necessitado. É uma das mais destacadas virtudes para com um humano, é conhecido como um mandamento positivo do judaísmo. Todos inclusive os dependentes da caridade são obrigados a exercerem a caridade. Dá-se ao pobre o que necessita materialmente. Assim devemos fazer a todos os que nos estendem a mão, até mesmo ao idólatra. Pelo fato das mulheres serem mais tímidas, mais fracas, devem ser as primeiras a receberem nossa oferta. Os parentes pobres têm a primazia sobre os demais. Ensina-nos o Talmud, que D-us prova o homem, quer na riqueza como na pobreza. Ao rico, D-us observa se ele emprega condignamente seu dinheiro, e ao pobre, se ele resigna com as suas privações com dignidade seguindo retamente, apesar das tentações inspiradas pela necessidade. Baseado neste pensamento é que o sábio e rei Salomão disse: Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário, para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Eterno? Ou que, empobrecido, não venha a furtar e profane o nome de D-us. Pr. 30:8,9.
Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal

Parashah - EKEV

23 de Agosto de 2008 / 22 de Av de 5768.
Parashah – Ekev Dt.7:12- 11:25.
Haftarah – Is.49:14- 51:3.
Ékev em hebraico é “por causa”, Ékev assemelha-se a Akev, que por sua vez significa “calcanhar do pé”. Ao lermos o Midrash (Yalcut §846) encontramos um comentário a este respeito, ou seja, se guardamos os preceitos, por menores que nos pareçam, buscando cumprir a risca, tal como se estivermos seguindo uma trilha, passo a passo, o Eterno, nosso D-us, também continuará a manter o seu propósito, a sua a aliança prometida aos nossos pais, bem como a sua infinita misericórdia.
Muitas vezes não cumprirmos os mandamentos instituídos por D-us, por entendermos que há alguns de menor importância, e por isto deixamos de cumpri-lo. Não só estamos desobedecendo a D-us, como também estamos trazendo divergências dentro do grupo que nos acompanha. Não que devamos nos importar com o que os outros pensam, mas por demonstrarmos publicamente que estamos fazendo opções de mandamentos, que estamos excluindo de nossos deveres determinações Divinas. Quando “os pisamos com os pés”, isto é, caminhamos exatamente sobre tais, não estamos nos afastamos do caminho D-us, pois a experiência tem demonstrado que uma pequena falta é seguida muitas vezes por outra maior, um pecado venial, precede sempre outro pecado imperdoável. E de queda em queda, cai-se finalmente no abismo. Nestes dois textos bíblicos – Guarda o teu pé quando entrares na casa de D-us (Ec.5:1.a) e Um abismo chama outro abismo (Sl.42:7.a) – exortam-nos, o primeiro, para um ponto de suma importância; nosso comportamento quando entramos (e estamos) na Casa de D-us, e o segundo, confirma nas palavras do Salmo 42, dos riscos que corremos, quando não levamos uma vida regrada aos olhos do Eterno.
“Todo o mandamento que eu te ordeno hoje, cuidareis de cumprir, para que vivais, e vos multipliqueis, e ides, e herdeis a terra, que jurou o Eterno a vossos pais” (8:1). Em muitos lugares, a Escritura Sagrada acrescenta a palavra “hayom” (hoje), quando fala a respeito do cumprimento dos mandamentos, apesar deste já terem sido ditados há muito tempo. A Torah nos quer dizer com isto, que devemos considerar estes mandamentos como se nos fossem dados hoje mesmo. As mitzvot não devem ser consideradas coisas do passado, senão do presente e do porvir. Há quem considere a Torah como sendo um patrimônio antiquado. Por isso mesmo, Moisés recomenda aos israelitas que considerem estes preceitos como sendo novos e de atualidade como se os tivessem ouvido hoje.
Ainda no capítulo 8, versículos 11 a 18, Moisés adverte o israelita contra a embriaguez das riquezas e dos prazeres materiais, pois isto o levaria à presunção e a esquecer até mesmo o seu D-us. “Quando Yeshurum (nome poético de Israel) engorda, dá coices; quando engrossa, fica nédio (gordo e lustroso) e abandona a D-us que o fez” Dt.32:15. Na prosperidade, Israel pode esquecer a sua missão moral, para se entregar inteiramente aos gozos materiais deste mundo. Segundo o Midrash (Yalcut 945) todas as infelicidades de Israel ocorreram-lhe pelo excesso de comer e beber e pela indolência. Ao povo que atribui a prosperidades à sua própria força, Moisés adverte sobre as catástrofes que lhe acontecerá desde o momento em que embriagado pela fortuna, deixar de ouvir a voz do Eterno, e irá adorar a matéria.
“E se te esqueceres do Eterno teu D-us, e andares após outros deuses, e os servires, e te prostrares a eles, advirto-vos hoje, que certamente perecereis” (8:19). Isto deixa claro que o fato de esquecer D-us, significa já a adoração de outros deuses, de deuses ocultos, das forças do mal que penetram ali onde o bem se acha esquecido.
“Quando subi ao monte para tomar as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que fez o Eterno convosco, estive no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi” (9:9). A primeira vez que Moisés tinha subido ao Monte de Sinai para receber as tábuas da Lei, foi no dia seis de (mês hebreu) Sivan. Quando ele desceu no fim dos quarenta dias (17 de Tamuz), Moisés orou outros quarenta dias e quarenta noites perante o Eterno para que não os destruísse. Este segundo quarenta dias completaram-se em vinte e nove do mês de Av. D-us disse-lhe, então, de fazer outras duas tábuas e subir ao monte para ficar mais quarentas dias e quarenta noites, a fim de entregar-lhe as novas tábuas escritas. O último destes quarenta dias, dia em que o Eterno concedeu o perdão aos israelitas, correspondeu ao dez de Tishri, data fixada como Dia das Expiações, o Yom Hakipurim, até hoje guardado.
“Naquele tempo disse-me o Eterno: Talha para ti duas tábuas de pedra como as primeiras, e sobe a Mim, ao monte, e farás para ti, uma arca de madeira” (10:1). Esta arca não era a mesma que fez Betzalel, pois, a ordem de D-us para Moisés de fazê-la, foi antes da construção do Tabernáculo. Antes de Moisés subir ao Monte de Sinai pela segunda vez, ele fez esta arca e colocou nela os pedaços quebrados das primeiras tábuas, depois que trouxe as segundas, colocou-as também ali., Quanto Betzalel fez a arca coberta de ouro do Tabernáculo, Moisés pôs estas últimas dentro, e na outra arca ficaram os pedaços das primeiras tábuas da Lei. Era esta arca, feita por Moisés, que os israelitas levavam na frente, quando tinham que combater. Nas guerras de Josué (Js.6:4), os israelitas levaram consigo a arca de Betzalel por mandado de D-us. Porém, quando levaram esta, no tempo de Eli (I Sm.4:5) à guerra, sem a aprovação de D-us, foi capturada pelos filisteu e devolvida mais tarde (I Sm.cap.6).
Obs. O Talmud (B.Batra) escreve que as primeiras (as quebradas) e as segundas tábuas, se encontravam na mesma arca, quando existia o Templo.
“E agora, ó Israel! Qual é a coisa que pede o Eterno, teu D-us, de ti? Senão temas ao Eterno, teu D-us, que ande em todos seus caminhos, e ames, e sirvas o Eterno com todo o teu coração, e com toda a tua alma” (10:12). Os nossos doutores da Lei deduziram deste versículo, o princípio de que tudo está em poder de D-us, além do livre arbítrio: que D-us concedeu a liberdade ao homem, de querer ou não querer temer a D-us e fazer a sua vontade.
“E amareis o peregrino; porque peregrinos fostes na terra do Egito” (10:19). A Lei de Moisés nos obriga a amar o peregrino que habitar conosco. Qualquer pessoa com a qual vivemos é nosso próximo, nosso irmão na humanidade, e devemos aplicar para com ele todas as leis de justiça, amor e fraternidade.
O israelita que não pratica a justiça e a caridade para com todos os que adoram o Eterno, certamente pecam contra a Lei de Moisés.
“Ao Eterno, teu D-us, temerás, a Ele servirás, e d’Ele te aproximarás, e pelo Seu Nome jurarás” (10:20). Isso significa que se um homem teme o Eterno, o serve, e cumpre os seus preceitos, pode se permitir jurar pelo nome do eterno, se é obrigado a fazê-lo. Entretanto, como podemos crer no juramento de um homem que não teme o Eterno e não possui as demais qualidades?
No capítulo 11, do versículo 10 até ao 21, constitui a segunda parte da “SHEMAH”. A primeira parte desta, em Dt.6:4-9, fala ao individuo, e esta, a segunda dirige-se à coletividade. A terceira parte encontra-se no quarto Livro de Moisés, Nm.15:37:41.
A Shemah é uma das principais orações do povo de Israel que o israelita deve orar ao deitar-se e ao levantar-se, e nos ofícios da manhã e da tarde. Neste texto Sagrado foi mandado cumprir os mandamentos, amando ao Eterno, não por motivos exteriores, como para obter riquezas, honras ou outras diversas espécies de recompensas. O único motivo que deve impulsionar o homem ao cumprimento do dever, é o amar e honrar a D-us sobre todas as demais coisas, e que seja seu afã, aperfeiçoar-se incessantemente. Em suma, a religião israelita, pode-se dizer, é uma religião de amor. O saudoso rabino Isaac Algazi  explica detalhadamente este amor, na introdução da sua magnífica obra “El Judaísmo Religion de Amor”.
Shabat Shalom
MSc. Moshe ben Mazal

Parashah - VA’ETCHANAN

16 de Agosto de 2008 / 15 de Av de 5768.
Parashah – VA’ETCHANAN – Dt.3:23-7:11.
Haftarah – Is.50:1-26.
1. A oração de Moisés para entrar em Canaã: Dt.3:23-29.
“Eterno D-us! Tu começaste a mostrar ao teu servo a Tua grandeza e a Tua forte mão: pois, que D-us há nos céus e na terra que faça Tuas obras, e como Teus feitos extraordinários! Deixa-me passar, rogo-te, e verei a boa terra, que está além do Jordão, este bom monte”.
Apesar da veemente oração de Moisés a D-us, para entrar na Terra Prometida, D-us já o havia advertido ele não entraria, e com esta oração, até irritou-se, pois disse a Moisés que não mais tocasse neste assunto. Apenas permitiu que subisse ao outeiro, levantasse os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para oriente, porque não passaria o Jordão.
2. Exortação e obediência. Dt.4:1-43.
Considerando o que havia sucedido à geração anterior, Moisés apela fervorosamente para Israel a fim de que não cometa o mesmo erro, que guarde a Lei e a ponha em ação, pois se obedecesse à Lei, viveria e tomaria posse da Canaã.
Outro motivo para obedecer a D-us era que somente Israel tinha o alto privilégio de ser seu povo. Somente para Israel o Eterno estava tão perto. Havia-lhes falado com voz audível e com eles havia firmado um concerto.
Notamos o zelo de D-us. Como o marido que dá a sua esposa amor sem reserva e exige dela lealdade (Is.54:5; Os.2:16), assim D-us exige a mais absoluta fidelidade de seu povo. Moisés adverte solenemente que o fato de apartar-se de D-us para prestar culto aos ídolos traria como conseqüência à dispersão dos hebreus. Por outro lado, o arrependimento traria restauração.
Quando Moisés fala ao povo, geralmente emprega o pronome “vós” (4:1-8, 11-18. 20-23), mas algumas vezes pensa em seus integrantes individualmente e usa o pronome “tu” (4:9,10; 19:1-21). Em outras oportunidades ele próprio se inclui em sua nação e se expressa com a primeira pessoa do plural “nós” (2:8).
3. Os dez mandamentos e sua aplicação. Dt.4:44- 6:3.
Os dez mandamentos eram a base da aliança que o Eterno fez a Israel. Chamam-se “testemunhos” (4:45), pois constituem a revelação do caráter, da vontade e do propósito Divino. A Lei declara que D-us é Uno e Santo. Aponta, também, o caminho que o homem deve seguir para viver em harmonia com o seu Criador e com o próximo.
O decálogo começa com as palavras: “Eu sou o Senhor teu D-us, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (5:6). O Eterno exige obediência porque:
a- É D-us, o Soberano;
b- Estabeleceu relação pessoal com o seu povo. A expressão “Teu D-us” ou sua equivalente encontra-se mais de trezentas vezes no Livro de Deuteronômio e é a base da verdadeira fé. Lembra a relação que existe entre um pai e seus filhos;
c- O Eterno redimiu a seu povo da servidão, portanto espera que os redimidos obedeçam à sua voz.
A diferença ente o decálogo apresentado aqui e o de Êxodo 20 encontra-se no quarto mandamento. Para observar o dia de descanso, Deuteronômio adiciona outra razão além de que o Criador tenha descansado; os israelitas haviam sido resgatados da servidão do Egito e deviam dar a seus servos e animais de trabalho o dia de descanso semanal (5:14,15).
4. O grande mandamento! Dt.6:4,5
Conhecemos este versículo por Shemah, pois é a primeira palavra e se traduz por “ouve”. Essa é a oração judaica mais freqüentemente pronunciada, a afirmação mais insistente que os devotos fazem desde a infância até a morte. É a única e sincera declaração de há um só D-us, um só Criador, o Eterno!
5. A religião no lar: Dt.6:6-9.
“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos”.
Os pais não devem depender da instrução pública da religião, mas devem instruir os filhos nos lares. Os israelitas muitas vezes falharam neste dever e apostataram na fé, porém pela misericórdia do Eterno, retomavam ao caminho de uma vida com D-us.
Devemos passar a religiosidade aos nossos filhos, desde a mais tenra idade, para que quando maduros tenham uma base sólida, capaz de suportar os ventos de teorias religiosas.
6. Advertência contra a idolatria e exortações à obediência. Dt.6:10-7:11.
Moisés previu o perigo de que os israelitas, uma vez estabelecidos na terra de Canaã se esquecessem de seu D-us e servissem a deuses estranhos. Advertiu também a Israel quanto à covardia, quanto à auto-suficiência, e proibiu-lhes buscar acordo com as nações derrotadas. D-us escolheu Israel para ser um povo santo, especial (7:6), “O Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há” (14:2).
Shabat Shalom.
MSc. Moshe ben Mazal

Parashah - D’VARIM

9 de Agosto de 2008 / 8 de Av de 5768.

 

Parashah – D’varim – Dt.1:1- 3:22.

Hartarah – Is.1:1- 27.
A parashah desta semana é a abertura do quinto e último Livro da Torah, assim sendo, estaremos nesta data fazendo uma análise geral do mesmo.
Estas são as palavras que Mosheh falou pata todo Israel.
Atentando para os quatro livros anteriores, notamos a diferença, pois todos contêm: “A Palavra de D-us”. Segundo os estudiosos, entendem que Mosheh deixou-nos a obra de Deuteronômio por iniciativa própria.
Esta colocação da tomada de decisão de Mosheh não que dizer que D-us não tenha permitido, pois tudo que fazemos são inspirações provindas do lado do bem ou do lado do mal. No caso, as palavras proferidas por Mosheh, sem sombra de dúvida, são palavras inspiradas pelo Espírito de D-us.
A conclusão unânime dos exegetas é de que realmente D-us tocou no coração de Mosheh, pois os quatro livros da Torah estariam incompletos, não que Deuteronômio acrescente coisa nova, mas além de repetir resumidamente os princípios emanados de D-us, “debulha” muitos tópicos, que para um leigo leitor, poderia não ficar tão claro.
Dando-se à leitura de Deuteronômio, iremos ver claramente a sua divisão em quatro partes: A Grande Introdução, Exposição de tópicos importantes, Uma Nova revisão em alguns tópicos expressos na segunda parte e Conclusão que vai desde os atos de Mosheh à eleição de Yhoshua (Josué).
Nas próximas semanas, estaremos estudando semanalmente cada uma das parashaot que compõem o Livro de Deuteronômio.
Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal