Parashah - NITZAVIM
27 de Setembro 2008 / 27 de Elul de 5768.
Parashah – Nitzavim – Dt.29:9- 30:20
Haftarah – Is.61:10- 63:9
Vós todos estais hoje presentes diante do Eterno, vosso D-us; Os cabeças de vossas tribos, vossos anciãos, e vossos policiais, todo o homem de Israel; 29:9.
Moisés fez reunir, no dia de sua morte, todo o povo de Israel a fim de introduzi-los na aliança, diante do Eterno. Esta concepção da aliança, chamada “Berith”, domina o Mosaismo e constitui um dos nomes pelo qual é designada a religião israelita. Os israelitas fiéis à Lei de Moisés são denominados “Filhos da Aliança” (Bené-Berith). Esta aliança de D-us, com a descendência dos patriarcas, foi feita para que ela ensinasse o caminho do Eterno, o direito, a justiça e a caridade as outras famílias da Terra. O sinal material desta aliança é a circuncisão, e o sinal espiritual é o sábado, dia destacado entre os dias da semana. Esta aliança é entre o D-us Único e o povo predileto, ligado a este pacto pelos mandamentos da Torah, “Não foi com nossos pais que fez o Eterno esta aliança, e, sim, conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos“. Dt.5:3.
No começo desta parashah enfrentamos-nos com um magno e imponente quadro: Todo o povo reunido, desde os altos dignitários, anciãos e polícias, até os rachadores de lenha e tiradores de água; até mesmo as mulheres e as crianças, todo o povo de Israel, pois, perante D-us, todos são iguais. A união de um povo sem distinção de classe, mostra a solidariedade dos indivíduos que o compõem, e esta á uma das condições de sua existência, pois, o povo não é uma aglomeração de células, porém um organismo, com vida própria, onde cada um possui o seu ser igual ao outro, uma alma própria, e é com este espírito que Moisés reuniu a todos, sem exceção alguma. Cada pessoa tem uma finalidade em sua própria existência, e forma uma parte da comunidade. Foi esta solidariedade que converteu o povo israelita, em povo imortal. “Vós todos estais, hoje, presentes!” (atém nitzavim hayom – 29:9): quantos povos não estão mais, enquanto vós o estarei para sempre, desde que sejais solidários uns com os outros e reconhecerdes a aliança que o Eterno vosso D-us faz convosco.
Não está nos céus para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que nô-lo traga, e nô-lo faça ouvir, para que o observemos? 30:12.
A Lei e o dever, diz Moisés, não são coisas que estão fora do nosso alcance; não se encontram nos céus nem além do mar! Não há que ir longe, para encontrá-los. Olhai em vós mesmos, interrogai a vossa consciência, é lá que os encontrareis. Estas coisas estão pertinho de nós; em nossa boca e em nosso coração; elas se manifestam, a quem se dá o trabalho de descobrí-las.
Uma outra interrogação do Midrash (Yalcut 940) diz, que a ciência sagrada não se deve procurar nas pessoas, cuja vaidade vai até os céus e despenca no oceano da vida. O verdadeiro sábio não conhece o orgulho; ele sabe muito bem que a sua ciência e inteligência não alcançarão jamais o infinito e o absoluto. Concluindo: O conhecimento da Lei Sagrada, só pode residir nas pessoas modestas.
Shabat Shalom
MSc. Moshe ben Mazal
